PUBLICIDADE País investe em porto, produção de satélites e tecnologia reutilizável para disputar espaço na indústria aeroespacial europeia Cápsula de transporte Phoenix deve ser o primeiro pouso realizado em Portugal, ainda este ano — Foto: Divulgação | Atmos Space Cargo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/05/2026 - 14:46 Portugal Investe em Base Espacial nos Açores para Impulsionar Setor Aeroespacial Portugal está acelerando seu plano espacial com investimentos nos Açores para transformar o arquipélago em um centro europeu de lançamentos. O país está construindo um porto espacial na ilha de Santa Maria, além de expandir a produção de satélites e desenvolver tecnologias reutilizáveis. Com uma localização estratégica e custos operacionais reduzidos, Portugal visa consolidar sua posição na indústria aeroespacial europeia, planejando colocar 30 satélites em órbita até 2030. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Portugal quer se consolidar como uma potência espacial europeia e aposta no arquipelago dos Açores como peça central dessa estratégia. O país está investindo em infraestrutura para lançamentos de satélites, produção aeroespacial e desenvolvimento de cápsulas reutilizáveis, com o objetivo de transformar as ilhas em uma base estratégica para operações espaciais no Atlântico, informou a DW. O principal projeto em andamento é a construção de um porto espacial na ilha de Santa Maria, nos Açores. A estrutura deverá servir como base para lançamentos de pequenos foguetes e operações de pouso de cápsulas reutilizáveis. A expectativa é que a nave de carga europeia Space Rider realize um pouso na região em 2028. Segundo Ricardo Conde, presidente da Agência Espacial Portuguesa, criada em 2019, o país passou por uma forte modernização tecnológica nas últimas duas décadas. "Portugal se modernizou significativamente nos últimos 20 anos. Nossas universidades formam engenheiros excepcionais. Criamos capital humano que podemos desenvolver", afirmou à DW. Retorno de astronautas da Estação Espacial Internacional 1 de 11 Frank Rubio acena ao voltar à Terra após mais de um ano em órbita — Foto: Bill INGALLS / NASA / AFP 2 de 11 O cosmonauta russo Sergey Prokopyev é ajudado por especialistas após seu pouso na cápsula Soyuz MS-23 — Foto: AFP X de 11 Publicidade 11 fotos 3 de 11 O astronauta americano Frank Rubio sendo retirado da cápsula após missão de 371 na ISS — Foto: AFP 4 de 11 Frank Rubio é ajudado por especialistas após seu pouso na cápsula Soyuz MS-23 — Foto: AFP X de 11 Publicidade 5 de 11 Fotografia divulgada pela Agência Espacial Russa Roscosmos, mostra a cápsula Soyuz MS-23 transportando a tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS) dos cosmonautas russos Sergey Prokopyev, Dmitri Petelin e o astronauta da NASA Frank Rubio voando à frente de seu pousando em uma área remota fora da cidade de Dzhezkazgan, no Cazaquistão. — Foto: AFP PHOTO / Agência Espacial Russa Roscosmos 6 de 11 Fotografia divulgada pela NASA mostra a cápsula Soyuz MS-23 transportando a tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS) dos cosmonautas russos Sergey Prokopyev, Dmitri Petelin e do astronauta da NASA Frank Rubio durante seu pouso em um local remoto área fora da cidade de Dzhezkazgan, Cazaquistão. — Foto: Bill INGALLS / NASA / AFP X de 11 Publicidade 7 de 11 8 de 11 X de 11 Publicidade 9 de 11 10 de 11 X de 11 Publicidade 11 de 11 O astronauta americano da Nasa, Frank Rubio, e os cosmonautas russos Sergey Prokopyev e Dmitri Petelin retornaram à Terra nesta quarta-feira após passarem quase 371 dias no espaço Atualmente, cerca de duas mil pessoas trabalham no setor espacial português, distribuídas em aproximadamente 80 empresas. Em 2025, o segmento gerou receitas de cerca de 200 milhões de euros, o equivalente a R$ 1,1 bilhão. Além da localização estratégica no meio do Atlântico, Portugal aposta no custo reduzido da operação. A previsão é que o primeiro pouso marítimo autorizado em território da União Europeia aconteça ainda no segundo semestre de 2026, nos Açores. A operação será conduzida pela empresa alemã Atmos Space Cargo, responsável pela cápsula reutilizável Phoenix 2.1. — As autoridades portuguesas aprovaram o primeiro pouso na água em território da UE para a cápsula de transporte Phoenix 2.1 — afirmou à DW Marta Oliveira, cofundadora da empresa. Produção de satélites Portugal também investe na ampliação de sua capacidade de fabricar satélites. Três centros industriais estão sendo desenvolvidos nas cidades do Porto, Coimbra e Lisboa para produzir equipamentos voltados a áreas como comunicação, monitoramento ambiental, observação dos oceanos e combate a incêndios florestais. Entre os destaques do setor está o consórcio CEiiA, que atualmente fabrica até quatro satélites civis por ano e pretende ampliar significativamente a produção nos próximos anos. A estratégia do país é focar em satélites menores e mais baratos, com custo entre 20 milhões e 30 milhões de euros, em vez de grandes equipamentos espaciais. Segundo o presidente da Agência Espacial Portuguesa, Ricardo Conde, Portugal quer colocar 30 satélites em órbita até 2030, parte deles em parceria com a Espanha, além de atrair empresas internacionais e ampliar sua participação em projetos espaciais europeus, inclusive na área militar.