O Reino Unido anunciou nesta terça-feira (26) sanções contra plataformas de criptomoedas, bancos e redes financeiras ligadas à Rússia. Segundo Londres, esses organismos têm sido usados para driblar restrições internacionais, congelando seus ativos e proibindo empresas britânicas de processar pagamentos ou manter relações bancárias de correspondência com elas. As medidas miram o que o governo britânico descreveu como “sistemas financeiros paralelos” que sustentam a economia de guerra da Rússia, incluindo a rede A7, apoiada pelo Kremlin, que teria sido usada para movimentar recursos, financiar aquisições e explorar sistemas bancários estrangeiros para contornar sanções. O pacote também atinge corretoras de criptomoedas e entidades que operam plataformas voltadas ao mercado russo, incluindo um banco do Quirguistão e várias empresas registradas em jurisdições como Geórgia e Emirados Árabes Unidos, além de indivíduos ligados à rede. O Reino Unido afirmou estar “rastreando e bloqueando” rotas de pagamento que alimentam a invasão da Ucrânia por Moscou. Corretora de criptomoedas entre os alvos “Continuaremos agindo de forma rápida e decisiva, ao lado de nossos aliados, para expor, interromper e desmontar essas redes, e garantir que aqueles que possibilitam a agressão russa enfrentem consequências”, afirmou a ministra do Interior britânica, Yvette Cooper, em comunicado. A embaixada da Rússia em Londres não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Entre os sancionados está a Huobi Global S.A., uma das maiores corretoras de criptomoedas do mundo, fundada na China em 2013 e atualmente conhecida como HTX. A lista de sanções britânica afirma que a Huobi esteve envolvida no fornecimento de recursos financeiros, bens, tecnologia ou apoio econômico a indivíduos e entidades do setor financeiro russo. Um porta-voz da HTX afirmou por e-mail: “A conformidade regulatória continua sendo nossa prioridade absoluta na HTX. Monitoramos de forma proativa e seguimos rigorosamente os marcos regulatórios em todas as jurisdições onde operamos globalmente, incluindo o Reino Unido.”