Os principais índices acionários europeus encerraram majoritariamente em queda nesta terça-feira (26), com a Bolsa de Londres destoando das demais, no retorno de um feriado local. Os investidores mostraram sinais crescentes de ceticismo quanto ao andamento das negociações no Oriente Médio e receios sobre a fragilidade do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã. O mercado também observou as declarações mais conservadoras de membros do Banco Central Europeu (BCE). O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou em queda de 0,51%, aos 628,38 pontos, depois de ter atingido na véspera o maior patamar desde o início da guerra e ter ficado próximo da máxima histórica de fechamento O DAX de Frankfurt recuou 0,80%, aos 25.184,89 pontos; o CAC 40 de Paris cedeu 1,03%, aos 8.173,11 pontos. Já FTSE 100 de Londres subiu 0,24%, aos 10.491,39 pontos. Os novos ataques dos Estados Unidos ao Irã voltaram a fragilizar a relação entre os países, levando representantes da Guarda Revolucionária a elevarem o tom da retórica militar, o que traz mais incertezas ao já delicado cessar-fogo. Além disso, a constatação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, de que as negociações podem levar alguns dias foi um balde de água fria no otimismo do mercado, o que levou o petróleo a operar acima de US$ 100 por barril novamente. Os elevados preços de energia e a inconstância do cenário geopolítico têm levado membros do BCE a adotarem um tom mais restritivo nos discursos recentes. Isabel Schnabel, integrante do conselho da autoridade monetária, disse que a autarquia deveria aumentar as taxas de juros em junho, mesmo que as negociações de paz em curso com o Irã resultem em um acordo. “Dado o tamanho e a persistência do choque atual, ignorar a crise não é uma opção, na minha opinião”, disse Schnabel em entrevista à Reuters. “Do ponto de vista atual, acredito que um aumento da taxa em junho será necessário.” As bolsas de Frankfurt e Paris (foto) caíram nesta terça-feira (26) — Foto: Cyril Marcilhacy/Bloomberg
Bolsas europeias caem com ceticismo sobre acordo EUA-Irã; Londres é exceção
O mercado também repercutiu as declarações mais conservadoras de membros do Banco Central Europeu (BCE)










