Albert Manifold foi afastado após poucos meses no cargo. 'O conselho ficou decepcionado ao tomar conhecimento de problemas de de conduta que considera inaceitáveis', afirmou a empresa Albert Manifold: saída súbita e inesperada do executivo prolonga um período de intensa turbulência na liderança da BP — Foto: Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/05/2026 - 10:30 Demissão de Albert Manifold faz ações da BP caírem 6,4% As ações da BP despencaram 6,4% após a demissão de Albert Manifold, presidente do Conselho, devido a sérios problemas de governança. Manifold, que havia assumido há poucos meses, foi crucial na substituição do ex-diretor-presidente e na nomeação de Meg O’Neill, primeira mulher a liderar a BP. Sua saída ocorre em meio a esforços de recuperação da empresa. Ian Tyler assume interinamente. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Poucos meses após assumir a presidência do Conselho da petrolífera BP, Albert Manifold foi afastado do cargo com efeito imediato devido a sérias preocupações relacionadas aos padrões de governança, supervisão e conduta. Com a notícia da demissão de Manifold, as ações da BP chegaram a cair 6,4% na Bolsa de Londres. Sua saída súbita e inesperada prolonga um período de intensa turbulência na liderança da BP, justamente em um momento em que a empresa deveria estar promovendo sua recuperação após anos de desempenho fraco. Manifold desempenhou um papel importante na destituição do ex-diretor-presidente Murray Auchincloss e na nomeação de sua sucessora, Meg O’Neill. “O conselho ficou surpreso e decepcionado ao tomar conhecimento de problemas de supervisão de governança e de conduta que considera inaceitáveis, e tomou medidas decisivas”, afirmou Amanda Blanc, diretora independente sênior da BP, em comunicado publicado no site da empresa. Manifold, ex-executivo do setor de materiais de construção, ingressou na BP no fim do ano passado e imediatamente assumiu um papel decisivo nos esforços da companhia para reconquistar a confiança dos investidores. Ele incentivou os funcionários a acelerar o desmonte de apostas fracassadas em energia verde e a ampliar os investimentos em combustíveis fósseis. Também liderou uma revisão abrangente do portfólio da empresa para eliminar ativos de baixo desempenho. Seu primeiro grande movimento foi a remoção repentina de Auchincloss e a nomeação de O’Neill, que se tornou a primeira mulher a liderar uma gigante do petróleo e a primeira CEO contratada externamente pela BP. Ela se transferiu para a empresa sediada em Londres vinda da Woodside Energy Group, da Austrália, onde ocupou o principal cargo executivo durante quatro anos. A BP vinha ficando atrás de suas concorrentes há anos, o que levou à pressão do investidor ativista Elliott Investment Management e ao esforço de recuperação focado no retorno ao negócio principal de petróleo e gás. O conselho nomeou Ian Tyler como presidente interino. Em comunicado, ele afirmou que a liderança da BP continua tendo “profunda convicção na direção estratégica que definimos” e que ficou “muito impressionada com Meg O’Neill desde que ela assumiu como CEO”.