Thomas Pauken II é acusado de preparar relatórios confidenciais para um contato ligado ao governo chinês. Segundo documentos do FBI obtidos pelo site, o jornalista teria sido informado de que os textos seriam enviados ao presidente da China, Xi Jinping. De acordo com a investigação, Pauken também entregou um celular e um computador a um homem nos EUA que buscava um cargo no governo de Donald Trump. O FBI afirma ainda que o jornalista ofereceu um bônus de US$ 10 mil para que ele produzisse relatórios semanais destinados ao governo chinês. Pauken foi preso em fevereiro e continua detido. Segundo o Politico, ele escrevia sob o pseudônimo Tom McGregor e trabalhou para veículos estatais chineses, como a agência Xinhua, a China Global Television Network (CGTN) e a China Radio International. Ele também é filho do ex-político republicano Tom Pauken, que integrou o governo Ronald Reagan e presidiu o Partido Republicano no Texas nos anos 1990. Segundo o FBI, o jornalista usava pseudônimo a pedido do pai, que não queria ter o nome associado às atividades do filho na China. Na sexta-feira (29), Pauken deve participar de uma audiência em um tribunal federal na Virgínia. Segundo o Politico, esse tipo de audiência costuma indicar negociações para um possível acordo com promotores. O advogado do jornalista, Charles Burnham, afirmou que o americano não é acusado de espionagem nem de vazamento de documentos secretos. LEIA TAMBÉM Ex-prefeita investigada Prefeita de cidade nos EUA renuncia após admitir ser agente da China Eileen Wang administrava a cidade de Arcadia, a cerca de 20 km de Los Angeles, e confirmou que promoveu propaganda favorável ao governo chinês “sob direção e controle” de autoridades de Pequim entre o fim de 2020 e 2022. Segundo o acordo judicial, ela ajudou a operar o site “U.S. News Center”, apresentado como um portal de notícias voltado à comunidade local majoritariamente de origem chinesa. Para os promotores, porém, a plataforma funcionava como veículo de divulgação de posições alinhadas ao governo de Pequim. De acordo com o documento, Wang recebia orientações de autoridades chinesas sobre conteúdos a serem publicados, incluindo artigos que contestavam denúncias internacionais de violações de direitos humanos contra uigures na região de Xinjiang. Em uma troca de mensagens citada na investigação, após receber elogios de um funcionário do governo chinês pelo trabalho realizado, Wang respondeu: “Obrigado, líder”. VÍDEOS: mais assistidos do g1
Jornalista americano é preso acusado de atuar como agente da China | G1
Thomas Pauken II é acusado de preparar relatórios confidenciais para contatos ligados ao governo chinês. Informações foram divulgadas pelo site Politico nesta segunda-feira (25).
Thomas Pauken II, jornalista americano com histórico na Xinhua e CGTN, foi preso acusado de fornecer relatórios confidenciais ao governo chinês mediante bônus de US$ 10 mil semanais. O caso documenta operações de influência via mídia aparentemente independente — risco de compliance direto para organizações que operam em contextos geopolíticos sensíveis.












