Noticias hoyQuarenta anos após sua morte, Jorge Luis Borges é homenageado em Buenos Aires. Não apenas como o autor monumental de Ficções e O Aleph, mas como uma presença íntima e urbana, ainda viva no imaginário dos habitantes da capital argentina.O Centro Cultural Recoleta (CCR - na calle Junín 1930) apresenta 'Borges: ecos de um nome', uma exposição que ocupa os 1.500 metros quadrados da Sala Cronópios. A mostra propõe percorrer a vida pública e privada do escritor com uma sensibilidade contemporânea.A exposição reúne objetos pessoais, manuscritos, fotografias, primeiras edições e memorabilia inédita. Haverá inclusive uma reconstrução do seu quarto do apartamento da Praça San Martín, onde Borges morou grande parte de sua vida. Um espaço que serviu como observatório silencioso de uma cidade que ele transformou em literatura.A exposição é realizada em conjunto pela Fundação Internacional Jorge Luis Borges e pela Biblioteca Nacional Mariano Moreno, com curadoria de Rodrigo Alonso, Daniel Fischer e Maximiliano Tomas, diretor do CCR.Essencialmente portenhoSe Paris teve Ernest Hemingway e Lisboa teve Fernando Pessoa, Buenos Aires teve Borges. E ele escreveu sobre ela como ninguém. Suas ruas de paralelepípedos, seus pátios com cisternas, seus saguões sombrios e as esquinas de Palermo permearam suas histórias e poemas, e transformaram Buenos Aires em mito. O jovem Borges vagava por horas pelo sul da cidade, em busca de uma epopeia secreta entre valentões, brigas e bares. Em seus textos, Buenos Aires aparece como uma cidade melancólica, porém vibrante, onde a memória familiar, a violência barrial e uma certa elegância decadente coexistem.Essa relação obsessiva com a cidade permeia grande parte da exposição. Organizada em seções temáticas delimitadas por uma monumental instalação têxtil de Pablo Lehmann, a mostra inclui contribuições de especialistas que exploram a conexão do escritor com a poesia, as bibliotecas, o cinema, o amor e a mídia.A exposição promete ser um dos principais eventos culturais do ano. Ela contará com fotografias gigantes de imagens nunca antes vistas, material audiovisual de diferentes fases da vida do escritor e até mesmo um holograma animado que o reviverá. A ideia não é congelá-lo na solenidade acadêmica, mas trazê-lo de volta ao presente, mostrá-lo como uma figura repleta de contradições: tímido, mas com domínio da mídia; erudito, mas popular; conservador, mas experimental.Recibí en tu mail todas las noticias, historias y análisis de los periodistas de ClarínQUIERO RECIBIRLOJorge Luis Borges
Borges, o escritor que transformou Buenos Aires em mito
Uma exposição reúne manuscritos, fotos, objetos e um holograma que reconstroem a vida privada e o mundo do autor de O Aleph.A mostra que marca 40 anos de morte de Borges é realizada no Centro Cultural Recoleta.
O Centro Cultural Recoleta de Buenos Aires inaugura "Borges: ecos de um nome", exposição de 1.500 m² com manuscritos, objetos pessoais e holograma animado, 40 anos após a morte do escritor. A aposta em reconstruções imersivas e hologramas para recontextualizar patrimônio cultural sinaliza uma tendência crescente de uso de tecnologia audiovisual avançada em grandes eventos institucionais.














