O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, afirmou nesta segunda-feira (25) que cortará pela metade seu salário e o de seus ministros, em meio a uma crescente crise política marcada por protestos e bloqueios de estradas que exigem sua renúncia.

Em discurso durante um evento em Sucre, capital constitucional do país, Paz disse que os cortes salariais demonstram o "compromisso do governo com o país".

Os cortes salariais ocorrem enquanto a Bolívia entra em sua quarta semana de agitação política e social. Os protestos têm causado problemas crescentes na cadeia de abastecimento nas cidades de La Paz e El Alto, onde a grave escassez de alimentos, combustível e medicamentos está afetando mercados, hospitais e postos de gasolina.

De acordo com informações da última escala salarial, no site do ministério da Presidência da Bolívia, Rodrigo Paz recebe cerca de R$ 17 mil, enquanto seus ministros recebem R$ 15 mil. Com a mudança, o presidente passa a receber R$ 8.000, e os ministros receberão R$ 7.000.

Os manifestantes pressionam o governo de Paz a reverter as medidas de austeridade fiscal e enfrentar o aumento do custo de vida no país.