Pelo menos oito pessoas foram mortas em ataques com mísseis e drones na Rússia e na Ucrânia nas últimas 24 horas, informaram autoridades locais dos dois lados nesta segunda-feira (25). Danos à infraestrutura energética foram registrados na região russa de Belgorod. Os ataques ocorrem após um dos mais intensos bombardeios russos contra Kiev desde o início da guerra de quatro anos, depois de Moscou prometer no sábado retaliar o que descreveu como um ataque deliberado de drones contra um dormitório estudantil na região de Luhansk, controlada pela Rússia. As Forças Armadas da Ucrânia negaram as acusações russas e disseram ter atingido uma unidade de comando de drones de elite na área. Desde então, quatro pessoas, incluindo dois adolescentes, foram mortas na cidade de Horlivka, no leste da Ucrânia, controlado pela Rússia, afirmou nesta segunda-feira no Telegram o prefeito Ivan Prikhodko, culpando a “agressão armada ucraniana”. Na região russa de Belgorod, um homem morreu e outro ficou ferido em um ataque com mísseis e drones que também interrompeu o fornecimento de energia e água, informaram autoridades locais no Telegram. Ataques em toda a Ucrânia Na Ucrânia, duas pessoas morreram e 16 ficaram feridas em bombardeios, ataques com mísseis e drones russos na região sul de Kherson nas últimas 24 horas, afirmou nesta segunda-feira no Telegram o governador regional, Oleksandr Prokudin. Em outro ataque perto de Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, uma pessoa morreu e duas ficaram feridas. O governador regional afirmou que, segundo informações preliminares, a Rússia realizou um ataque com mísseis contra a cidade de Derhachi, nos arredores de Kharkiv. Outras oito pessoas ficaram feridas, incluindo um menino de seis anos, nas regiões ucranianas de Dnipropetrovsk e Zaporíjia, no sudeste do país, informaram autoridades locais em publicações separadas no Telegram. Serviços de emergência em Dnipropetrovsk afirmaram que um prédio residencial de nove andares foi atingido por um ataque de drone na cidade de Pavlohrad e divulgaram fotos de uma espessa fumaça preta saindo do edifício. A Reuters não conseguiu verificar independentemente os relatos. Rússia e Ucrânia negam atacar deliberadamente civis desde que Moscou invadiu o país vizinho em fevereiro de 2022. Os esforços de mediação dos Estados Unidos até agora fracassaram em intermediar o fim da guerra. Ambos os lados acusam o outro de tentar escalar o conflito, e a Ucrânia planeja enviar reforços para suas regiões do norte para conter o que acredita serem planos russos para uma nova ofensiva. Na sexta-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que os esforços diplomáticos para encerrar os combates deveriam ser revigorados. Volodymyr Zelensky; presidente da Ucrânia — Foto: Peter Dejong/AP Photo