Jovem, atleta, pai de família, dono de jogadas espetaculares, capazes de decidir uma partida e que fazem vibrar os seus 232 milhões de seguidores no Instagram —um número maior que o da população brasileira. O perfil de Neymar Jr., 34, parece perfeito para qualquer marca que queira pegar carona no seu talento em campo. Mas polêmicas em torno do jogador, dentro e fora das quatro linhas do gramado, têm afugentado grandes anunciantes, de acordo com especialistas em marketing e propaganda.

A Folha tentou contato com a NR Sports, responsável pelos contratos do jogador, mas a empresa não quis dar entrevista.

A convocação de Neymar Jr. para a seleção brasileira deve gerar maior visibilidade às 22 marcas parceiras do atacante. No entanto, entre elas, apenas três são de grandes empresas: Puma, Mercado Livre e Red Bull.

Hoje o nome de Neymar está vinculado a uma série de negócios de menor visibilidade, como Popper (artigos para festa), Tropicool (açaí), Canção (do frigorífico GT Foods, que também patrocina o Santos), Blaze, PokerStars e Konami (estas três de jogos online), além de empreendimentos do jogador, parte deles imobiliários (Due, Sintta, Tom e Cidade dos Lagos).

É o menor número de grandes anunciantes que o atacante do Santos soma às vésperas de uma Copa. Em 2014, no seu primeiro mundial, realizado no Brasil, Neymar contava com pelo menos sete patrocínios de peso: Nike, Santander, Red Bull, Guaraná Antarctica, Rexona, Lupo e Tenys Pé Baruel.