Durante décadas, investidores procuraram o especialista perfeito. Agora começaram a procurar o algoritmo perfeito. E existe algo quase irresistível nisso tudo. Afinal, se algo foi chamado de inteligência artificial, parece existir um acordo implícito: ela deveria errar menos do que nós. Afinal, é a inteligência.

Talvez por isso tanta gente esteja começando a terceirizar decisões financeiras para ferramentas de IA. O processo impressiona. Em segundos aparecem percentuais exatos, justificativas econômicas sofisticadas, gráficos organizados, explicações sobre juros, inflação, Bolsa e diversificação.

Tudo parece extremamente inteligente e preciso. O problema é que muitos solicitam uma carteira, mas poucos testaram o resultado. Afinal, como criticar algo que é inteligente até no nome.

E talvez esse seja justamente o perigo.

Assim resolvi provocar a própria inteligência artificial. Usei o ChatGPT para o exercício. Pedi que ela montasse três carteiras para o Brasil, assumindo que estivéssemos em 31/12/2019: uma conservadora, uma moderada e uma agressiva. Havia apenas uma regra: ela só poderia usar as informações disponíveis até aquela data.