O presidente dos EUA, Donald Trump, disse neste domingo (24) que instruiu seus representantes diplomáticos a não se precipitarem em um acordo com o Irã, pois “o tempo está a nosso favor”, menos de um dia após anunciar que um acordo com Teerã havia sido amplamente negociado. “O bloqueio [do estreito de Ormuz] permanecerá em pleno vigor até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado. Ambos os lados devem ter calma e fazer tudo certo”, escreveu Trump no Truth Social. “Não pode haver erros! Nossa relação com o Irã está se tornando muito mais profissional e produtiva.” “Nossa relação com o Irã está se tornando muito mais profissional e produtiva”, escreveu Trump. “Eles precisam entender, no entanto, que não podem desenvolver ou adquirir uma arma ou bomba nuclear.” Anteriormente, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que pode haver "algumas boas notícias" em relação ao Estreito de Ormuz bloqueado nas próximas horas, enquanto o Irã e Washington prosseguem com as negociações de paz. Mas a mídia e as autoridades iranianas têm sido mais cautelosas. Washington e Teerã ainda divergem sobre "uma ou duas disposições", informou a agência de notícias semioficial Tasnim, citando uma "fonte bem informada". A agência Fars, por sua vez, descartou as alegações de Trump como "distantes da realidade", sem citar ninguém. O programa nuclear do Irã é um ponto central de discórdia, incluindo sua insistência em afirmar que não busca desenvolver uma arma nuclear. “Estamos prontos para assegurar ao mundo, durante quaisquer negociações, que não buscamos armas nucleares”, afirmou o presidente iraniano Masoud Pezeshkian, citado pela Student News Network no domingo. Ele acrescentou que o Irã “não busca instabilidade na região”. No sábado, Trump havia dito que esperava que um acordo para começar a pôr fim à guerra entre EUA e Israel contra o Irã estivesse perto de ser concluído e que o Estreito de Ormuz poderia ser reaberto. Mas ele também estava recebendo forte resistência de seus aliados políticos, que queriam que ele reiniciasse a campanha militar. Antes da publicação de Trump no sábado, o senador Roger Wicker, presidente do Comitê de Serviços Armados do Senado, escreveu nas redes sociais que um novo cessar-fogo "seria um desastre. Tudo o que foi conquistado pela Operação Fúria Épica teria sido em vão!" A Axios noticiou que o pacto envolveria uma prorrogação de 60 dias do cessar-fogo vigente, período durante o qual o estreito seria reaberto e o Irã teria permissão para vender seu petróleo. Novas negociações sobre o programa nuclear iraniano ocorreriam posteriormente, segundo a Axios, citando uma fonte americana não identificada. O rascunho também estipulava o fim da guerra paralela entre Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irã, no Líbano — uma medida que Israel pode relutar em apoiar. Vários republicanos compararam o suposto acordo desfavoravelmente ao acordo com o Irã firmado em 2015 pelo presidente Barack Obama. Trump rejeitou essa ideia no domingo. “Era um caminho direto para o Irã desenvolver uma arma nuclear”, escreveu ele sobre o acordo de 2015. “Não é o caso da transação que está sendo negociada atualmente com o Irã pelo governo Trump – EXATAMENTE O OPOSTO, na verdade!” O presidente dos EUA, Donald Trump — Foto: Kevin Lamarque/ Reuters
Trump diz que bloqueio do estreito de Ormuz continuará em vigor até que um acordo seja alcançado
Presidente dos EUA afirmou que não quer que os diplomatas americanos se precipitem em um acordo com o Irã e destacou que a relação com o país "está se tornando muito mais profissional e produtiva"










