A Guarda Revolucionária do Irã usou uma rede de aquisições sediada nos Emirados Árabes Unidos para comprar equipamentos avançados de satélite chineses ligados ao seu programa de drones, de acordo com documentos vistos pelo jornal Financial Times.
O acordo é altamente sensível porque mostra que o estado do Golfo abrigava uma empresa que fornecia equipamentos de comunicação para o mesmo braço da Guarda que lançou mísseis contra os Emirados em resposta aos ataques americano-israelenses.
Contratos comerciais e registros de embarque dos Emirados vazados mostram como a Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária adquiriu a tecnologia chinesa de comunicação por satélite de grau militar no final de 2025 por meio de uma empresa sediada nos Emirados.
Os Emirados sofreram o impacto mais pesado da retaliação iraniana ao ataque americano-israelense, com a república islâmica disparando mais de 2.800 drones e mísseis contra o estado do Golfo, incluindo alvos civis.
Apesar da postura linha-dura de Abu Dhabi em relação à república islâmica, antes da guerra os Emirados tradicionalmente eram um centro para empresas iranianas operando no exterior.











