Análise sobre respostas fisiológicas do corpo reacende discussões sobre prazer, autoconhecimento e os limites dos rótulos na sexualidade feminina Orgasmo feminino pode acontecer de três formas diferentes, aponta estudo — Foto: Freepik RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/05/2026 - 20:04 Estudo Revela Três Padrões de Orgasmo Feminino e Reacende Debates sobre Sexualidade Um estudo publicado no The Journal of Sexual Medicine identificou três padrões fisiológicos distintos de orgasmo feminino: "onda", "vulcão" e "avalanche", reacendendo debates sobre prazer e autoconhecimento na sexualidade feminina. Especialistas ressaltam que os padrões observados referem-se a contrações musculares e não medem a intensidade do prazer. A pesquisa destaca a importância de entender a diversidade de respostas corporais e alerta contra a rotulação fixa. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A ideia de que o orgasmo feminino acontece sempre da mesma forma voltou a ser questionada após um estudo publicado no The Journal of Sexual Medicine identificar três padrões fisiológicos distintos durante o clímax, chamados de "onda", "vulcão" e "avalanche". Apesar da repercussão da pesquisa, especialistas ressaltam que os dados analisam respostas musculares do corpo e não necessariamente a intensidade do prazer vivido por cada mulher. Para chegar aos resultados, 54 mulheres utilizaram um vibrador com sensores capazes de registrar pressão, temperatura e movimentos durante a masturbação. As informações coletadas pelo aparelho permitiram identificar diferentes padrões de contração muscular antes, durante e após o orgasmo. Segundo os autores, as participantes foram orientadas a utilizar o dispositivo até atingir o orgasmo e manter o aparelho ligado por mais dois minutos após o ápice. A partir dessas informações, os pesquisadores identificaram três tipos de padrões fisiológicos. O chamado "onda" foi o mais comum entre as participantes e apareceu em 26 relatos. Nesse caso, o orgasmo é marcado por uma breve explosão de contrações pélvicas precedida por um ritmo acelerado de tensão e relaxamento muscular. Já o padrão "vulcão", registrado por 11 mulheres, foi descrito como um acúmulo crescente de tensão seguido por uma liberação intensa. O "avalanche", identificado em 17 participantes, apresentou contrações mais elevadas e contínuas durante a estimulação, com uma desaceleração gradual após o clímax. Apesar da repercussão do estudo, especialistas relatam que os padrões observados não equivalem a "tipos de orgasmo" e tampouco medem, necessariamente, a intensidade do prazer sentido pelas mulheres. "Os padrões rítmicos não podem ser confundidos com orgasmos. Eles servem para identificar a ocorrência do orgasmo", diz a sexóloga Camila Gentile ao GLOBO. Segundo ela, o estudo deve ser interpretado como exploratório, especialmente por envolver uma amostra reduzida. "A experiência subjetiva, o prazer percebido, e a resposta fisiológica, como o músculo apertando, são coisas que se correlacionam, mas não são a mesma coisa", afirma. Camila também chama atenção para o risco de transformar as categorias em rótulos fixos. "Tenhamos muita calma antes de se rotular como 'onda', 'vulcão' ou 'avalanche'. O vibrador mediu apenas a força com que o assoalho pélvico aperta e relaxa durante o orgasmo. Os três padrões são o formato dessas curvas. Nada além disso", observa. Para a especialista, o estudo deixa de fora aspectos considerados centrais para compreender a sexualidade feminina, como intensidade emocional, satisfação e percepção subjetiva da experiência. "Dá para ter uma 'onda' delicada no sensor e considerar aquele o melhor orgasmo da vida. Também é possível ter um 'vulcão' explosivo no gráfico e sentir que foi apenas ok", acrescenta. Ela detalha ainda que pesquisas anteriores já apontavam caminhos semelhantes: "Masters & Johnson já descreviam padrões de resposta sexual feminina em 1996. O que existe agora é uma atualização feita com auxílio de tecnologia." Veja famosos que revelaram práticas sexuais 1 de 14 Recentemente, no programa "Surubaum", André Marques confessou ser adepto de 'bondage' e disse já ter participado de orgia com o irmão — Foto: Reprodução/Instagram 2 de 14 Deborah Secco expôs, também no "Surubaum", que acha "gostosíssimo" sexo anal. A atriz disse que teve aula para fazer sem sentir dor, já que pratica com assiduidade. — Foto: Reprodução/Instagram X de 14 Publicidade 14 fotos 3 de 14 João Vicente de Castro admitiu já ter praticado golden shower. Ele afirmou que já deixou urinarem nele na hora do sexo. — Foto: Vinícius Mochizuki 4 de 14 No "Surubaum", José Loreto admitiu já ter participado de orgia — Foto: Reprodução/Instagram X de 14 Publicidade 5 de 14 Em participação no "Surubaum", Preta Gil afirmou que já organizou orgias — Foto: Reprodução/Instagram 6 de 14 Bruno Gagliasso confessou que já fez "fio terra", prática sexual que envolve estimulação anal — Foto: Reprodução/Instagram X de 14 Publicidade 7 de 14 Karol Conká afirmou no "Surubaum" que já fez ménage à trois com uma amiga e um francês — Foto: Reprodução/Instagram 8 de 14 Anitta também já disse ter feito sexo com várias pessoas ao mesmo tempo. Ela afirmou que já se envolveu na hora H com seis pessoas — Foto: Reprodução/Instagram X de 14 Publicidade 9 de 14 Emma Watson afirmou, em entrevista à Teen Vogue, ser adepta do sexo kink. O termo se refere ao que não é convencional e faz uso de fantasias— Foto: Reprodução/Instagram 10 de 14 Bianca Andrade disse que já participou de ménage à trois — Foto: Reprodução/Instagram X de 14 Publicidade 11 de 14 No "Surubaum", Caio Blat disse que gosta de convidados na hora do sexo. Ele também afirmou que 'fio terra' é 'maravilhoso'. — Foto: Reprodução/Instagram 12 de 14 No "Lady Night", Rodrigo Simas afirmou que é adepto dos brinquedos sexuais na hora do sexo — Foto: Reprodução/Instagram X de 14 Publicidade 13 de 14 Kaysar Dadour afirmou no "Sububaum" que é expert em sexo anal e também gosta de apanhar e bater na hora do momento íntimo. — Foto: Reprodução/Instagram 14 de 14 Em uma entrevista recente ao programa "Sobre Nós Dois", do canal GNT, a atriz Flávia Alessandra afirma já ter feito xixi em seu marido, o apresentador Otaviano Costa — Foto: Vitor Reis X de 14 Publicidade Personalidades confessaram o que gostam na hora do sexo A psicóloga Adalgisa Lopes acredita que estudos como esse podem ajudar mulheres a enxergar o prazer de maneira menos limitada e menos associada a padrões rígidos de desempenho. "Durante séculos, construímos uma narrativa muito restrita em que o orgasmo feminino deveria acontecer de uma única forma. Isso fez muitas mulheres se sentirem inadequadas ou até 'defeituosas' porque seus corpos não respondiam daquele jeito específico", explica. Segundo ela, compreender que cada corpo reage de maneira diferente pode reduzir inseguranças e ampliar o autoconhecimento. "Quando uma mulher entende que existem múltiplas possibilidades de prazer, ela deixa de enxergar o próprio corpo como quebrado e passa a reconhecê-lo como único. Isso é profundamente libertador", aponta. A psicóloga também enfatiza que o prazer feminino vai além do ato sexual em si. "Os abraços, os beijos, os toques e os afetos também fazem parte da experiência. Muitas mulheres cresceram acreditando que o sexo penetrativo deveria ser o centro de tudo, e descobrir outras possibilidades pode aliviar muita pressão", comenta. Para Adalgisa, a cobrança histórica em torno da sexualidade feminina ainda afeta autoestima, desejo e liberdade sexual. "Muitas mulheres vivem uma ansiedade de desempenho enorme e estão mais preocupadas em corresponder às expectativas do que em sentir prazer de fato", reflete. Ela acredita, porém, que o cenário vem mudando com mais informação, conversas abertas e acesso ao conhecimento sobre sexualidade. "As mulheres estão se descobrindo sem tratar o prazer como algo vergonhoso. Estão entendendo que podem sentir desejo, explorar o próprio corpo e buscar satisfação sem culpa", conclui.