Os Enhanced Games (Jogos Aprimorados, na tradução livre) serão realizados em Las Vegas, nos Estados Unidos, e têm uma proposta que desafia diretamente uma das principais bases do esporte moderno: o combate ao doping. Diferente das Olimpíadas e de competições organizadas por federações internacionais, os atletas poderão competir utilizando testosterona, hormônio do crescimento (HGH), esteroides anabolizantes e outras substâncias banidas pela Agência Mundial Antidoping (WADA). Os organizadores afirmam que o objetivo é “abraçar a ciência” e permitir que os atletas ultrapassem os limites naturais do corpo humano de maneira supervisionada. Segundo eles, os competidores passarão por exames médicos constantes e terão acompanhamento clínico durante o evento. A competição terá provas de: natação;atletismo;levantamento de peso; estrongman. 🏋️♂️ Strongman é uma modalidade de força extrema que inclui tarefas como puxar caminhões, carregar pedras gigantes, levantar troncos e transportar pesos enormes por longas distâncias. A promessa dos organizadores é quebrar recordes mundiais e transformar os Enhanced Games em uma espécie de “futuro do esporte”. Agora no g1 Competição é criticada O projeto, no entanto, vem sendo alvo de críticas de entidades esportivas e especialistas em saúde. A Agência Mundial Antidoping classificou a ideia como “perigosa e irresponsável”, enquanto médicos alertam para os riscos do uso contínuo de substâncias como anabolizantes e HGH, que podem causar problemas cardíacos, hormonais e psicológicos. Além da polêmica esportiva, as 'Olimpíadas dos Esteroides' também chamam atenção pelas premiações milionárias — algo comum quando se trata de eventos em Las Vegas. Para além do show da banda 'The Killers', os organizadores prometem bônus para atletas que quebrarem marcas históricas, incluindo recompensas em dinheiro que podem chegar à casa de milhões de dólares. Entre os apoiadores do projeto estão empresários do setor de tecnologia e investidores ligados ao Vale do Silício, que defendem a ideia de que o esporte de alto rendimento já convive, nos bastidores, com o uso de substâncias para melhora de performance — e que os Enhanced Games apenas tornam isso explícito. Quem vai participar? Ao todo, são 50 atletas confirmados de 25 nações diferentes. Entre eles, está o nadador australiano James Magnussen, ganhador de três medalhas olímpicas. O atleta abandonou a aposentadoria para competir nos Enhanced Games. Em entrevista à BBC, o nadador afirmou não ter preocupações, apesar de seu físico visivelmente mais musculoso após o uso de substâncias para melhora de desempenho no ano passado ter viralizado na internet. "Aredito que, se houvesse implicações de longo prazo para minha saúde, certamente haveria alguns indicadores de curto a médio prazo que apontariam 'ei, isso não vai bem, você está tendo efeitos colaterais'. Até o momento, não vimos nada disso", disse Magnussen ao jornal britânico. "Como atletas profissionais, já assumimos riscos com nossa saúde naturalmente pelo que fazemos. Não há nada saudável em treinar no limite máximo da capacidade física por 30 horas por semana." Para além do australiano, também haverá um brasileiro no páreo. Felipe Lima, de 41 anos, estava aposentado das piscinas desde dezembro de 2021, mas retornará às raias neste final de semana. Ele é o recordista sul-americano dos 50m peito em piscina longa, com 26s33, e detém o quarto melhor tempo da história do Brasil nos 100m peito, com 59s17. Felipe Lima, atleta brasileiro que participará do Enhanced Games. — Foto: Reprodução/Instagram 'Olímpiadas dos Esteroídes': competição que libera uso de anabolizantes e outras substâncias proibidas começa nesse domingo — Foto: Reprodução/Instagram
‘Olimpíadas dos Esteroides’: jogos que liberam doping começam domingo | G1
Evento chamado de “Enhanced Games” será realizado em Las Vegas e permitirá que atletas usem testosterona, HGH e outras substâncias banidas no esporte tradicional.










