Locutora será a primeira mulher a narrar um jogo de Copa 'in loco' na imprensa brasileira Renata Silveira tem quebrado barreiras nos últimos anos — Foto: Globo/Estevam Avellar Estamos a poucos dias da edição masculina da Copa do Mundo 2026 de futebol, algo que mexe, há quase um século, com boa parte do planeta. Mas, nas últimas edições do certame, a presença feminina tem sido notada, dentro e fora de campo. No Catar, em 2022, foram seis árbitras e assistentes femininas — uma delas a brasileira Neuza Inês Back —, número mantido para esta edição. Entre o público, só para citar o exemplo do Brasil, 71% das mulheres conectadas no país se declaram fãs da competição, segundo pesquisa recente do Ibope Repucom, um crescimento de, pasme, 22% na comparação com a Copa do Mundo de 2014. Atualmente, o interesse pelo Mundial é idêntico entre homens e mulheres. Já na cobertura do grande evento esportivo, elas estão quebrando barreiras a cada edição. O maior exemplo desse destaque é a carioca Renata Silveira, 36 anos, que, em 2026, alcançará um novo marco: será a primeira narradora brasileira a comandar uma transmissão de Copa do Mundo in loco. Em conversa com a coluna, ela falou sobre esse novo desafio. “Encaro com muita responsabilidade, mas também com naturalidade. Acho importante ocupar espaços que, durante muito tempo, foram vistos como exclusivamente masculinos, porque isso ajuda a abrir caminho para outras mulheres também”, diz ela, antes de mencionar a importância dos estudos para cada jogo do Mundial: “Meu foco está sempre na minha preparação, no meu trabalho e na minha capacidade profissional. A narração exige estudo, emoção, repertório e dedicação, independentemente de gênero. Fico feliz de poder representar tantas meninas que hoje já conseguem se imaginar nesse lugar.” Sobre o torneio em si, ela comentou o que pensa sobre a edição de 2026: “Estou vendo uma Copa muito equilibrada e tecnicamente forte. Existem seleções que chegam naturalmente como favoritas, pela tradição e pelo momento, mas torneio grande também é muito sobre confiança, encaixe e força mental.” Ela, claro, não descarta as chances de título da nossa seleção: “O Brasil sempre entra como candidato importante, principalmente pela qualidade individual e pelo peso da camisa. Acho que temos chances reais, mas sabemos que hoje a distância entre as grandes seleções diminuiu bastante. Vai ser uma competição decidida nos detalhes.” Em tempo: pois aqui vão algumas das previsões da Renata E você, concorda?
'Narração exige estudo, emoção e dedicação, independentemente de gênero', diz Renata Silveira, que já está na história da impressa esportiva
Locutora será a primeira mulher a narrar um jogo de Copa 'in loco' na imprensa brasileira
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