O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou nessa quinta-feira (21) uma redução dos impostos sobre as exportações de trigo e cevada a partir do mês que vem, e da soja a partir de janeiro, em um discurso diante de empresários rurais em Buenos Aires.

A medida é um novo sinal do mandatário ultraliberal ao setor agropecuário, que em 2025 representou mais de 60% das exportações do país, segundo dados do instituto estatal de estatísticas Indec.

"Vamos reduzir as retenções sobre trigo e cevada de 7,5% para 5,5% a partir de junho de 2026", afirmou Milei. "Mas não só isso, seria injusto se esquecêssemos da soja. E, a partir de janeiro de 2027, conforme vier a arrecadação, vamos reduzir entre um quarto de ponto e meio ponto por mês de maneira contínua até o ano de 2028", disse.O presidente argentino indicou que a manutenção da redução gradual de impostos dependeria da continuidade de sua gestão, em referência à sua eventual reeleição em 2027.

Milei anunciou que também reduzirá as retenções para a indústria automotiva, petroquímica e de maquinário. O ultraliberal mencionou esses benefícios um dia depois de o Indec divulgar que, em abril, as exportações argentinas alcançaram um "recorde histórico" de US$ 8,91 bilhões (R$ 44,7 bilhões).O Indec também informou nesta quinta-feira que a atividade econômica argentina cresceu 5,5% em março na comparação anual.