O que parecia ser um sinal de resolução de um conflito de longa data, afinal não o é. Pelo menos é assim que a Flixbus interpreta o anúncio, feito na manhã desta sexta-feira pela Rede Expressos, de que lhe estaria a ceder espaço no Terminal de Sete Rios. Tanto que a empresa alemã acusa, através de comunicado divulgado esta tarde, a transportadora portuguesa, e responsável pela gestão daquela infra-estrutura, de “má-fé” ao ter anunciado a disponibilização de horários. Isto porque, entende, a suposta oferta não representará qualquer “execução integral e devida” da sentença de Março passado do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, que lhe deu razão.A Flixbus afirma que o anúncio da Rede Expressos, na prática, significa a manutenção do uso de “expedientes dilatórios, abstendo-se de dar execução integral à sentença” e considera que, analisada a proposta de acesso a alguns horários naquele terminal, não estão reunidas as condições para ali poder operar. Razão pela qual se recusa a trabalhar no terminal nestas condições.E promete, assim, que vai continuar “a pugnar, através de todas as vias e participações competentes, pela execução total e integral de cada uma das determinações constantes da sentença”. Por isso, continuará a lutar pelo integral cumprimento da decisão judicial, mas também da que foi proferida pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) em Maio do ano passado.
Flixbus recusa oferta da Rede Expressos para acesso a Sete Rios e acusa-a de “má-fé”
Empresa diz que suposta oferta de horários no terminal não passa de um “expediente dilatório”, pois não existem condições para a aceitar. E promete lutar por “execução total” de sentença do tribunal.














