O chefe das Forças Armadas do Pakistão, Asim Munir, chegou à capital iraniana como parte dos esforços de mediação em andamento entre os Estados Unidos e o Irã, informou o Exército paquistanês em comunicado divulgado nesta sexta-feira. Mais cedo, na sexta-feira, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, havia levantado a possibilidade de Munir viajar a Teerã para ajudar nas negociações. A atividade regional em busca de um acordo para encerrar o conflito dos EUA e Israel contra o Irã parecia se intensificar nesta sexta, com representantes do Paquistão e Catar em Teerã para conversas com autoridades iranianas. Uma equipe de negociação do Catar chegou a Teerã nesta sexta-feira, em coordenação com os EUA, para tentar ajudar nas conversas para um acordo que encerre a guerra e abra espaço para resolver questões pendentes, disse à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto. Doha, que já atuou como mediadora na guerra em Gaza e em outras tensões internacionais, não havia repetido esse papel até agora, especialmente depois de ter sido alvo de mísseis e drones iranianos durante os confrontos mais recentes. O Paquistão, que já vinha atuando intensamente na mediação das negociações, também se reuniu com autoridades iranianas nesta sexta-feira. O ministro do Interior, Syed Mohsin Naqvi, realizou outra rodada de conversas com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, em Teerã, informaram as agências de notícias semi-oficiais Tasnim e ISNA. Embora tenha surgido sinais de que os dois lados buscavam um acordo, o programa nuclear iraniano ainda era um impasse. Rubio disse nesta sexta feira que ainda há muito trabalho a ser feito. “Houve algum progresso. Eu não exageraria isso. Também não diminuiria”, disse Rubio a jornalistas após uma reunião de ministros da Otan na Suécia. “Ainda há trabalho a ser feito”, acrescentou. “Ainda não chegamos lá. Espero que cheguemos.” Rubio diz que Trump prefere alcançar um acordo satisfatório. Segundo ele, a principal preocupação continua sendo impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear, além da necessidade de discutir o futuro do enriquecimento de urânio e a reabertura do Estreito de Ormuz. “Estamos lidando com um grupo de pessoas muito difícil e, se isso não mudar, o presidente deixou claro que tem outras opções”, disse Rubio. “Ele prefere a opção negociada e um bom acordo, mas o próprio presidente já expressou preocupação de que talvez isso não seja possível. Ainda assim, vamos continuar tentando.” Rubio ressaltou que o Paquistão tem cumprindo um papel importante nas negociações. “Estamos em comunicação constante com o marechal de campo Asim Munir nos mais altos níveis do nosso governo,” disse.