Fundo elogiou a condução econômica do governo argentino, apesar de o país não ter cumprido a meta de reservas O presidente da Argentina, Javier Milei — Foto: Photo by ALEJANDRO PAGNI / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/05/2026 - 13:31 FMI aprova US$ 1 bi para Argentina e elogia economia do país O FMI aprovou um novo desembolso de US$ 1 bilhão para a Argentina, elogiando a gestão econômica do governo, apesar de não atingir a meta de reservas. O crescimento econômico surpreendeu positivamente, enquanto reformas fiscais e redução da inflação destacam avanços. O FMI enfatiza a necessidade de políticas ágeis para enfrentar riscos. Ajustes fiscais geraram protestos, mas o governo assegurou apoio parlamentar. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O conselho executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta quinta-feira a liberação de uma nova parcela de US$ 1 bilhão do programa de crédito concedido à Argentina há um ano, no valor total de US$ 20 bilhões. O sinal verde para o novo desembolso veio após a segunda revisão do Acordo de Facilidades Estendidas (EFF), uma linha de empréstimo do FMI criada para países com problemas econômicos mais profundos e estruturais, considerada positiva pelos dirigentes do Fundo. Segundo o FMI, apesar de um cenário global e doméstico mais desafiador, a execução do programa “permaneceu sólida”, refletindo políticas econômicas prudentes e ajustes adequados. A Argentina não conseguiu cumprir uma das metas acordadas, de acumulação de reservas internacionais líquidas, mas, segundo o Fundo, “a maioria dos critérios de desempenho e metas indicativas essenciais foi atingida”. A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, elogiou os resultados “impressionantes” da agenda econômica do governo de Javier Milei, afirmando que o país avançou na estabilização econômica e na construção de um modelo mais orientado ao mercado. O FMI, porém, ressaltou que, diante dos riscos externos e internos, será essencial manter agilidade na formulação de políticas e planejamento de contingência para preservar os objetivos do programa. O ajuste fiscal promovido por Milei, que incluiu cortes de gastos sociais e redução de subsídios, gerou protestos no país, mas o governo consolidou apoio parlamentar no ano passado. Durante sua gestão, a inflação anual caiu de 117% em 2024 para 31% em 2025, enquanto a Argentina registrou superávit nas contas públicas e avançou em reformas, como a trabalhista, após ampliar sua base de apoio no Congresso.