PUBLICIDADE Sismo de magnitude 3,1 ocorreu a cerca de 100 quilômetros de Maricá na manhã desta sexta-feira; especialistas afirmam que fenômeno é comum e não representa risco significativo à população Terremoto de magnitude 3,3 atingiu a costa de Maricá — Foto: Divulgação RSBR RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/05/2026 - 10:39 Novo terremoto de magnitude 3,1 atinge Maricá, no RJ, sem riscos Um novo terremoto de magnitude 3,1 foi registrado na costa do Rio de Janeiro, próximo a Maricá, na manhã de sexta-feira, apenas dois dias após um tremor de magnitude 3,3 na mesma área. Especialistas do Observatório Nacional afirmam que tais eventos são comuns e não representam risco significativo à população. A região sudeste do Brasil é uma zona sísmica onde pequenos terremotos ocorrem frequentemente. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um novo tremor de terra foi registrado na costa do Rio na manhã desta sexta-feira. O abalo sísmico, de magnitude 3,1, ocorreu às 6h50 (horário de Brasília) a cerca de 100 quilômetros do município de Maricá. Até o momento, não há relatos de que o fenômeno tenha sido percebido pela população. Este é o segundo sismo identificado na mesma região em um intervalo de menos de 48 horas. O registro anterior ocorreu às 5h31 de quinta-feira, quando um tremor de magnitude 3,3 foi detectado na costa fluminense. Os dois eventos foram captados pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisados pelo Centro de Sismologia da USP. A rede é coordenada pelo Observatório Nacional, com apoio do Serviço Geológico do Brasil. Segundo o Observatório Nacional, a rápida localização dos dois tremores foi possível graças às atividades de reativação da transmissão de dados das estações sismográficas instaladas na região Sudeste do país. De acordo com o sismólogo do Observatório Nacional e da RSBR, Gilberto Leite, os registros não fogem do padrão observado no território nacional e não representam ameaça relevante à população. “O Brasil registra pequenos tremores de terra com certa frequência, especialmente devido às tensões tectônicas que atuam na crosta terrestre. Na maioria dos casos, esses abalos têm baixa magnitude e não chegam a ser sentidos”, explicou o especialista. Gilberto destacou ainda que a margem sudeste brasileira concentra a principal zona sísmica offshore do país, o que faz com que terremotos de baixa magnitude ocorram com relativa frequência na área. “A margem sudeste do Brasil, em particular, é considerada a principal zona sísmica offshore do país, onde pequenos terremotos ocorrem de forma relativamente frequente”, afirmou Leite. Novos tremores Apesar da sequência de dois registros em dias consecutivos, os especialistas ressaltam que não há como prever a evolução da atividade sísmica na região. Segundo Gilberto Leite, a ciência ainda não permite determinar se novos tremores ocorrerão, quando poderão acontecer ou qual seria a intensidade desses possíveis eventos. “O que sabemos é que o histórico de sismicidade dessa região é marcado principalmente por eventos de baixas magnitudes, como estes registrados recentemente. Além disso, seguimos monitorando continuamente a área por meio das estações sismográficas que a RSBR mantém distribuídas pelo Brasil”, disse.
Novo terremoto é registrado no litoral do Rio, próximo a Maricá, dois dias após primeiro tremor na mesma região
Sismo de magnitude 3,1 ocorreu a cerca de 100 quilômetros de Maricá na manhã desta sexta-feira; especialistas afirmam que fenômeno é comum e não representa risco significativo à população









