Mais de duas semanas após o lançamento do novo Desenrola Brasil, parte dos bancos digitais e fintechs ainda não começou a oferecer oficialmente as renegociações previstas no programa do governo federal. Algumas instituições digitais afirmam que seguem em fase de integração operacional e prometem liberar o serviço nos próximos dias.

Muitos dos bancos de menor porte ainda não estavam conectados ao FGO (Fundo de Garantia de Operações), que é o veículo do governo que vai cobrir eventuais calotes que os bancos venham a levar depois de renegociar a dívida dos clientes, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. Portanto, elas têm que aderir ao FGO e, depois disso, precisam conectar seus sistemas ao do fundo, um processo que pode levar cerca de um mês.

Lançado em 4 de maio pelo Ministério da Fazenda, o novo Desenrola prevê 90 dias para renegociação de dívidas bancárias, com descontos, parcelamentos e possibilidade de uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para abatimento dos débitos.

Apesar disso, a adesão entre as instituições financeiras ainda ocorre de forma gradual. Logo depois do anúncio oficial do Desenrola, o programa demorou alguns dias para ganhar impulso em bancos tradicionais, com instituições oferecendo apenas pré-cadastros e restrições no parcelamento das dívidas. O uso do FGTS só será liberado no próximo dia 25.