Matrícula de Manuela depende do processo de equivalência de diploma que é ignorado pela Direção-Geral da Educação: ʽPoderia fazer alguma coisa produtiva e estou sem fazer nadaʼ A estudante Manuela Zappalá com a mãe, Adriana — Foto: Arquivo pessoal para Portugal Giro RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/05/2026 - 10:14 Brasileira de 17 anos sofre sem aulas em Portugal por atraso em diploma A brasileira Manuela Zappalá, de 17 anos, enfrenta a frustração de estar sem aulas em Portugal desde janeiro, devido à inércia da Direção-Geral da Educação em responder ao seu pedido de equivalência de diploma. A espera impede sua matrícula no 10º ano e a deixa desmotivada, sem poder estudar ou trabalhar. Sua mãe, Adriana, protocolou recurso na Provedoria de Justiça, mas ainda aguarda retorno. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A estudante brasileira Manuela Zappalá, de 17 anos, está sem aulas desde janeiro em Portugal porque o governo ignora o processo de equivalência de diploma. — Poderia fazer alguma coisa produtiva e estou sem fazer nada e realmente é muito chato. Eu fico com muita raiva do sistema — disse Manuela. A mãe de Manuela, a psicóloga Adriana Zappalá, entrou com recurso na Provedoria de Justiça, mas até o momento afirmou que não houve retorno. A equivalência equipara disciplinas cursadas e foi protocolada em janeiro em uma escola pública de Portugal. Em 20 de abril ainda não havia resposta da Direção-Geral da Educação (DGE). — Está me deixando louca. A minha filha, menor de idade, está sem escola desde janeiro, porque a DGE não responde — resumiu Adriana, que é professora universitária. Manuela estudava até dezembro em uma escola internacional de Lisboa e esperava cursar o 10º ano em um colégio técnico, por isso pediu transferência. A regra obriga a estudante a protocolar o processo de equivalência em uma escola pública, que encaminha para a DGE. Tudo tramitou, menos a resposta do governo, o que impede a matrícula. — Está super chateada, doida para estudar teatro. Desmotivada e incomodada com esta espera. Além do medo de não ter este documento — disse Adriana. — Triste por não conseguir ir à escola. Quero muito fazer um curso de teatro e poderia estar aprendendo sobre algo que eu gosto muito, mas estou em casa entediada — completou Manuela. Manuela também não pode trabalhar porque, segundo Adriana, é menor de idade e neste momento não tem vínculo escolar. — Também não consigo trabalhar e realmente é muito frustrante, porque eu já estou aqui em casa faz uns cinco meses e eu só fico no sofá vendo filmes — disse Manuela. A brasileira diz que, na condição atual, se sente inferior diante dos amigos que frequentam a escola: — Vejo meus amigos saindo depois da escola e eu me sinto inferior, porque eu poderia estar aprendendo com eles mas não consigo. O Ministério da Educação, que controla a DGE, foi procurado e não respondeu.