Senador deve participar de Marcha Para Jesus na capital fluminense neste sábado Flávio assistiu ao culto ao lado da mulher e do presidente da Alerj e pré-candidato ao governo do Rio, Douglas Ruas — Foto: Ana Branco/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/05/2026 - 18:40 Flávio Bolsonaro busca apoio evangélico após crise com banqueiro Em meio à crise com o banqueiro Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro busca apoio em evento evangélico no Rio. Ele participará da Marcha para Jesus, visando conter danos à sua pré-candidatura presidencial. A crise com o Banco Master desgastou setores estratégicos, como empresários e evangélicos. O movimento visa demonstrar continuidade e apoio, apesar da cautela de líderes religiosos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Em meio ao esforço da pré-campanha para conter os danos provocados pela crise envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve viajar ao Rio de Janeiro nesta sexta-feira para participar, na tarde de sábado, da Marcha para Jesus, evento que reúne milhares de fiéis e lideranças evangélicas. A presença do senador ocorre num momento em que aliados do PL passaram a tratar o segmento religioso como uma das principais frentes de contenção política da candidatura presidencial. A avaliação dentro da campanha é que a crise envolvendo o Banco Master começou a produzir desgaste justamente sobre setores que vinham sendo trabalhados como pilares da candidatura de Flávio fora do bolsonarismo mais fiel — entre eles empresários, agronegócio e lideranças evangélicas. Nos bastidores, interlocutores ligados à campanha afirmam que a ida à Marcha para Jesus faz parte de uma estratégia mais ampla de “normalização” da candidatura após dias consumidos pela repercussão dos áudios, mensagens e encontros envolvendo Vorcaro. O objetivo é tentar demonstrar que a pré-campanha segue ativa e preserva apoio em segmentos historicamente ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A expectativa é que Flávio também participe da edição paulista da Marcha para Jesus, marcada para o início de junho. O movimento ocorre num momento em que lideranças evangélicas alinhadas ao bolsonarismo passaram a entrar em compasso de espera diante da possibilidade de novos desdobramentos do caso Master. No grupo de WhatsApp “Aliança”, que reúne pastores influentes como Silas Malafaia, Robson Rodovalho, Renê Terra Nova e Estevam Hernandes, a crise passou a dominar as conversas nos últimos dias. Segundo relatos feitos ao GLOBO, parte das lideranças passou a demonstrar desconforto não apenas com a aproximação entre Flávio e Vorcaro, mas também com a condução política da crise e a sequência de explicações dadas pela campanha. Apesar disso, interlocutores ligados ao segmento afirmam que ainda não existe disposição para um rompimento explícito com o senador. A avaliação predominante é que o apoio continuará condicionado aos próximos desdobramentos do caso. — A relação de Flávio com evangélicos esfria, sim, se tiver comprovação de que recebeu dinheiro para mais coisa que o filme. Por enquanto, estamos todos com cautela — afirmou o pastor Silas Malafaia ao GLOBO nesta semana. O bispo Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra, também admitiu que o episódio produziu um “balde de água fria” na pré-campanha do senador. — Foi muito negativo tanto o fato em si, da aproximação com Vorcaro, como a explicação em prestações. Claro que abalou o segmento, mas estamos todos em modo de espera para ver o que é crime e o que é apenas narrativa — disse. Dentro da campanha, aliados admitem reservadamente que o planejamento original da candidatura começou a ser alterado após a sequência de revelações sobre Vorcaro. Até poucas semanas atrás, a estratégia desenhada para Flávio previa uma postura mais discreta até o período das convenções partidárias, evitando antecipar propostas e reduzindo exposição pública para preservar o senador do desgaste político típico de campanhas longas. A crise, porém, levou integrantes do entorno do presidenciável a defender uma postura mais agressiva de comunicação, com ampliação de agendas públicas, intensificação de encontros políticos e até antecipação de anúncios ligados ao eventual programa de governo. Nesse contexto, auxiliares passaram a discutir também a possibilidade de antecipar o anúncio de integrantes da futura equipe econômica da campanha numa tentativa de deslocar o debate público para temas ligados a propostas e gestão.
Após crise com Vorcaro, Flávio vai ao Rio e aposta em ato evangélico para conter ruídos
Senador deve participar de Marcha Para Jesus na capital fluminense neste sábado













