O Banco Central começa a rastrear, nesta quinta-feira (21), pessoas e empresas suspeitas de atuarem como bets ilegais. Isto é, bancas sem licença do governo que oferecem apostas esportivas e jogos online como o Fortune Tiger (jogo do tigrinho) e não pagam impostos nem repassam receitas ao governo.
O monitoramento depende de adaptações das instituições financeiras reguladas pelo BC, que podem aderir desde já à iniciativa e terão até 1º de dezembro para implementar o monitoramento.
Tanto o jogador que fizer um depósito em uma bet ilegal quanto a empresa que intermediar o pagamento receberão uma marcação interna, cujo objetivo é identificar a cadeia de fornecimento do mercado ilegal. Para isso, as instituições financeiras usarão o Fraud Marker, mesmo sistema utilizado para denúncias de golpes do Pix. Todos os sites legalizados de apostas têm o endereço finalizado com o domínio .bet.br.
A autoridade monetária afirma que as instituições financeiras deverão fazer as marcações sob sigilo, para garantir o respeito à LGPD (lei geral de proteção de dados) e à livre concorrência.
A decisão da diretoria colegiada do BC é de terça-feira (19), mesmo dia em que o TCU (Tribunal de Contas da União) apontou, em auditoria, a necessidade de avançar no combate a casas de apostas ilegais, a fim de prevenir crimes de lavagem de dinheiro. O documento afirma que existem "deficiências sistêmicas" no trabalho da Fazenda contra as bets ilegais.












