A Meta Platforms chegou a um acordo nesta quinta-feira (21) no primeiro caso programado para julgamento que buscava obrigar empresas de redes sociais a arcarem com os custos que distritos escolares afirmam ter enfrentado para combater uma crise de saúde mental supostamente alimentada pelas plataformas. O acordo encerra completamente uma ação movida por um distrito escolar do Kentucky, após acordos anteriores firmados pelos co-réus YouTube, da Alphabet, Snap e TikTok. O caso estava programado para ir a julgamento em 15 de junho em um tribunal federal em Oakland, Califórnia. “Resolvemos este caso de forma amigável e continuamos focados em nosso trabalho contínuo para desenvolver proteções como as contas para adolescentes, que ajudam os jovens a permanecerem seguros on-line, ao mesmo tempo em que oferecem aos pais controles simples para apoiar suas famílias”, afirmou um porta-voz da Meta. O Distrito Escolar do Condado de Breathitt, um pequeno distrito rural na região dos Apalaches, acusou as empresas de projetarem suas plataformas para manter usuários jovens viciados, impulsionando ansiedade, depressão e automutilação entre estudantes e deixando as escolas lidarem com as consequências. O distrito de Breathitt está entre aproximadamente 1.200 distritos escolares que movem ações semelhantes. Seu caso foi selecionado como um caso-teste para essas ações. O processo buscava mais de US$ 60 milhões para cobrir os custos de combate ao impacto das redes sociais sobre a saúde mental dos estudantes e para financiar um programa de saúde mental de 15 anos destinado a mitigar o problema. A ação também buscava uma ordem judicial exigindo que as empresas modificassem suas plataformas para reduzir recursos considerados viciantes. — Foto: Benoit Tessier/Reuters