Em evento de cultura em Aracruz (ES), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, queira combater o crime organizado, deveria começar extraditando o empresário Ricardo Magro, a quem o petista classificou como “falsificador de combustível” e “maior devedor de dinheiro público” do país. “Se quiser combater o crime organizado, me entregue os brasileiros que estão roubando lá. Brasileiro que roubou aqui está morando em Miami, me entregue. Inclusive aquele Ricardo Magro, aquele cara da Refit, que é falsificador de combustível nesse país. O maior devedor do dinheiro público nesse país”, disse Lula a respeito da conversa que teve com Trump durante reunião de trabalho realizada na Casa Branca, em Washington, no dia 7. Essa foi uma das primeiras vezes em que Lula mencionou publicamente o nome do empresário. Até então, o presidente fazia referências indiretas a Magro. O discurso de combate ao crime organizado tem sido um dos eixos da campanha do petista devido à preocupação da população com a segurança pública. O presidente também disse que repassou ao republicano o endereço e o nome de Magro. “Quer combater o crime organizado, me entregue logo esse aí. A nossa Polícia Federal está preparada”, afirmou, durante participação na 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, em Aracruz, no Espírito Santo. Refit nega que Magro seja dono da empresa A Refit, por sua vez, informou na segunda-feira (18) que a alegação de que Magro seria proprietário da companhia é “incontestavelmente inverídica”, uma vez que ele não integra seu quadro de acionistas. Em resposta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa declarou que a relação de Magro com a Refit “decorre exclusivamente de serviços advocatícios por ele prestados”. Ainda assim, a companhia reconheceu que existe um vínculo de parentesco de Ricardo Magro com João Manuel Magro, controlador indireto da refinaria. — Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil