O serviço de streaming de áudio Spotify delineou nesta quinta-feira (21) um ambicioso roteiro para crescimento e rentabilidade até o final da década, apostando ainda mais em novos recursos e ferramentas impulsionadas por inteligência artificial para aumentar o engajamento. As ações da companhia subiam com força pela tarde. A companhia sueca revelou uma série de novos produtos, incluindo o “Reserved”, que permite aos assinantes premium comprar até dois ingressos para o show de seu artista favorito antes que sejam disponibilizados para o público em geral, e o “Personal Podcasts”, uma ferramenta de IA que gera podcasts personalizados a partir de sugestões do usuário. Por volta das 15h30, os papéis do Spotify avançavam 13,42% em Nova York, cotados a US$ 491,42. A empresa também anunciou um acordo com a Universal Music, permitindo que os assinantes criem covers ou remixes gerados por IA de faixas de alguns dos artistas da gravadora, sendo a primeira vez que o Spotify permite que seus usuários criem conteúdo com IA. As empresas não divulgaram os termos financeiros do acordo nem os nomes dos artistas cujas músicas farão parte do novo recurso de remixagem por IA, mas afirmaram que a nova ferramenta ajudará a criar uma fonte de renda adicional para artistas e compositores. A Universal Music representa diversos artistas importantes, incluindo Taylor Swift, Ariana Grande e Drake. Essas mudanças oferecem uma visão de como os co-CEOs, Alex Norstrom e Gustav Soderstrom, estão começando a reformular a estratégia do Spotify, após assumirem o comando em janeiro, para ajudar a direcionar a plataforma de streaming para um crescimento mais agressivo diante da crescente concorrência de startups de música com inteligência artificial, como Udio e Suno, bem como de rivais maiores no ramo de podcasts, como YouTube e Netflix. “O que estamos construindo se baseia no consentimento, no crédito e na remuneração dos artistas e compositores que participam”, disse Norstrom. Norstrom também afirmou que o Spotify espera uma taxa de crescimento anual composta da receita na casa dos dois dígitos médios até 2030 e projeta margens brutas entre 35% e 40%. No ano passado, o Spotify reportou um crescimento de receita de cerca de 10% e uma margem bruta de 32%. A empresa também espera que sua margem operacional suba acima de 20%. Em 2025, registrou uma margem operacional de 12,8%. Voltando aos novos lançamentos do Spotify, a empresa também apresentou o “Studio by Spotify Labs”, um aplicativo para computadores com inteligência artificial que pode realizar ações em nome dos usuários para criar conteúdo personalizado. Uma versão de pré-visualização do aplicativo estará disponível em breve para usuários premium em mais de 20 mercados. A empresa também está lançando o programa “Assinaturas”, que permitirá aos podcasters criar fluxos de receita recorrentes diretamente de seus ouvintes mais fiéis. O Spotify anunciou que também expandirá o Audiobooks+ com novos planos de assinatura. O produto está a caminho de gerar US$ 100 milhões em receita recorrente anual. — Foto: AP Photo
Spotify anuncia novos recursos para usuários e criadores de conteúdo
Plataforma pretende disponibilizar uma ferramenta de IA que gera podcasts personalizados e outra para assinantes criarem covers ou remixes gerados por IA de faixas de alguns dos artistas da Universal Music










