A aprovação de dois novos diretores para a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) deve destravar a atuação da autarquia, prejudicada pelos desfalques em sua diretoria. O órgão, porém, ainda enfrenta dificuldades financeiras e escassez de pessoal, o que inclui a necessidade de nomear um quinto diretor.
Nesta quarta-feira (20), o Senado aprovou as duas indicações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a diretoria do órgão responsável pela fiscalização do mercado de capitais brasileiro: os advogados Otto Lobo, que presidirá a autarquia, e Igor Muniz.
Apesar de restar uma vaga aberta, o mercado espera que a chegada dos novos diretores ao menos agilize procedimentos internos e julgamentos de processos contra fraudes e irregularidades no mercado de capitais.
"A recomposição completa do colegiado é importante para garantir maior celeridade às decisões e fortalecer a atuação da autarquia, inclusive na elaboração de regras", afirma a advogada Gabriela Codorniz.
Responsável pela fiscalização do mercado de capitais no país, a CVM vem enfrentando há tempos um cenário de insuficiências financeiras e de pessoal. Mas sua atividade ficou ainda mais debilitada nos últimos anos, com recorrentes desfalques em seu colegiado.










