Filho do fundador da Mango foi preso sob suspeita de participação na morte do pai, que caiu de um penhasco em dezembro de 2024 Filho do fundador da Mango foi preso sob suspeita de participação na morte do pai — Foto: AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/05/2026 - 06:08 Prisão do Filho de Isak Andic Levanta Suspeitas em Caso de Morte A morte de Isak Andic, fundador da Mango, inicialmente tratada como acidente, ganha novos contornos com a prisão de seu filho Jonathan, suspeito de envolvimento no caso. Jonathan pagou fiança milionária e nega culpa. A investigação aponta inconsistências no relato do filho e analisa fatores como disputa familiar e controle da Mango. O caso gera controvérsia e divide opiniões, com a defesa insistindo na inocência de Jonathan. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A morte de Isak Andic, fundador da marca de roupas Mango e um dos homens mais ricos da Espanha, ganhou um novo desdobramento após a prisão de Jonathan Andic, filho do empresário, sob suspeita de participação no caso. Jonathan pagou fiança de 1 milhão de euros depois de ser detido nesta semana em conexão com a morte do pai, ocorrida em 14 de dezembro de 2024. Isak Andic morreu após cair cerca de 150 metros de um penhasco no parque natural de Montserrat, ao norte de Barcelona, enquanto fazia uma trilha ao lado do filho. Inicialmente, a polícia tratou o episódio como um acidente. A investigação, porém, foi reaberta posteriormente. O juiz de Martorell concluiu haver “evidências suficientes para considerar a morte de [Isak Andic] não acidental, com participação ativa e premeditada de [Jonathan Andic] na morte do pai”. Jonathan Andic nega qualquer envolvimento e afirma ser inocente. Foi o próprio Jonathan quem acionou os serviços de emergência após a queda do pai. Segundo sua primeira versão apresentada à polícia, ele caminhava à frente de Isak quando ouviu pedras deslizando. Ao se virar, afirmou ter visto o empresário caindo do penhasco. Isak Andic, fundador de Mango, tinha 71 anos — Foto: Divulgação Poucas semanas depois, investigadores voltaram a interrogá-lo durante três horas. Em outubro de 2025, Jonathan passou oficialmente à condição de investigado após a reabertura do caso. Após a retomada das investigações, os executores do testamento de Isak Andic divulgaram comunicado em defesa de Jonathan. "Testemunhamos como a dor do luto privado foi agravada por um debate público que causa sofrimento ainda maior”, dizia a nota. Perícia apontou inconsistências na versão apresentada pelo filho Durante a investigação, a polícia também interrogou as duas irmãs de Jonathan e o tio dele. Investigadores passaram a questionar a hipótese de acidente após analisar o local da queda, próximo às cavernas da região de Collbató. Segundo a BBC, a trilha é considerada pitoresca, relativamente fácil e frequentada por famílias e grupos escolares. A polícia considera improvável o tipo de escorregão descrito por Jonathan naquele trecho do percurso. Segundo os investigadores, uma marca de pegada encontrada no ponto indicado pelo filho não corresponde ao padrão esperado de alguém que escorregou acidentalmente. O laudo pericial também levantou dúvidas sobre a dinâmica da queda. Segundo o documento, a posição do corpo e os ferimentos não seriam compatíveis com um acidente. O relatório afirmou que parecia “como se ele tivesse se lançado por um escorregador, com os pés à frente”. A investigação aponta ainda contradições nos depoimentos de Jonathan. Em um relato, ele afirmou estar à frente do pai. Em outra versão, declarou que os dois estavam mais próximos no momento da queda. Jonathan também afirmou inicialmente que Isak tirava fotos com o celular pouco antes da queda. O aparelho, porém, foi encontrado no bolso do empresário quando o corpo foi recuperado. Outro ponto analisado pela investigação envolve visitas anteriores de Jonathan ao local da morte. Segundo a BBC, ele esteve na região nos dias 7, 8 e 10 de dezembro. Para o juiz, essas visitas indicariam “planejamento e estudo do local”. O celular de Jonathan desapareceu aproximadamente no período em que a imprensa divulgava a reabertura da investigação. Ele afirmou que o aparelho foi roubado durante uma viagem rápida ao Equador. Investigação analisa disputa familiar e controle da Mango Os investigadores também apuram a relação entre pai e filho, especialmente em torno dos negócios da Mango. Isak Andic nasceu em Istambul, era de origem judaica e se mudou ainda adolescente para a Catalunha. Fundou a Mango nos anos 1980 e transformou a companhia em uma gigante da moda, com mais de 16 mil funcionários e faturamento de 3,3 bilhões de euros em 2024. Ele se tornou o homem mais rico da Catalunha. Jonathan participou do desenvolvimento da Mango nas últimas duas décadas, principalmente na linha masculina da marca. Após a morte do pai, afastou-se da função executiva. A Mango foi fundada em 1984 em Barcelona pelo empresário Isak Andic e se expandiu pelo mundo — Foto: Divulgação via AFP Atualmente, Jonathan e as duas irmãs compartilham o controle de uma holding que detém 95% da Mango. O herdeiro é casado com a influenciadora Paula Nata e que o primeiro filho do casal nasceu em setembro. Segundo os investigadores, planos de Isak Andic para criar uma fundação beneficente teriam provocado tensões com o filho. Mensagens trocadas entre os dois indicariam dificuldades na relação familiar. O juiz afirmou que Jonathan exercia “manipulação emocional sobre o pai para atingir seus objetivos econômicos”. Também declarou que o empresário havia “manifestado sentimentos de ódio, ressentimento, ideias relacionadas à morte e culpa” direcionados ao pai. Jonathan afirmou aos investigadores que mantinha um bom relacionamento com Isak. Após a prisão, a família Andic divulgou nova nota em apoio ao empresário. O comunicado afirmava que “não existe, nem existirá, prova legítima contra ele”. Cristóbal Martell, advogado de Jonathan Andic, criticou a investigação e declarou que "a teoria do homicídio não se sustenta”. E acrescentou: “Mas, acima de tudo, é dolorosa. Estigmatiza um homem inocente”.
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Filho do fundador da Mango foi preso sob suspeita de participação na morte do pai, que caiu de um penhasco em dezembro de 2024






