Paulo Pedroso: “Poderíamos ter uma taxa sobre os chips de IA que revertessem para a Segurança Social”Em jeito de balanço sobre o início de mandato de António José Seguro como Presidente da República, o antigo ministro do Trabalho e ex-dirigente socialista Paulo Pedroso afirma que "arriscou entrar em territórios não cartografados" ao lançar um Pacto Estratégico para a Saúde.Que balanço faz do mandato do Presidente da República? Representa ou não a esquerda? O Livre, o PCP e o Bloco ficaram muito desiludidos com a promulgação da Lei da Nacionalidade.A ideia de que António José Seguro pudesse representar a esquerda só pode vir de alguém que não ouviu as primeiras entrevistas do candidato António José Seguro. Se há coisa que ele procurou desde o princípio foi não ser posicionado como um candidato da esquerda. Ele recebeu de bom grado o apoio da esquerda, tornou-se de algum modo consensual face à natureza do adversário que teve na segunda volta. Nunca foi bom um Presidente da República vindo da esquerda que tivesse actuado como advogado da esquerda.Que papel é que António José Seguro deve ter nesta nova fase da discussão da reforma laboral? Se eu fosse conselheiro do Presidente, dir-lhe-ia para se remeter agora ao silêncio senão limita a sua própria margem de actuação no momento em que tiver de se pronunciar.E tem algumas reservas sobre este início de mandato? Julgo que [o Presidente] pode ter a tentação de compensar não ter sido primeiro-ministro, intervindo em certos dossiers que são excessivamente da governança.