Chegada ocorreu no mesmo dia em que o governo Trump divulgou a acusação formal contra o ex-presidente cubano Raúl Castro USS Nimitz (CVN-68), porta-aviões nuclear da Marinha dos Estados Unidos, fundeado na Baía de Guanabara — Foto: Marina Calderon RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/05/2026 - 19:57 USS Nimitz chega ao Caribe em meio a tensões EUA-Cuba O porta-aviões USS Nimitz, dos EUA, chegou ao Caribe em meio a tensões com Cuba, coincidindo com a acusação contra Raúl Castro pelo governo Trump. A presença da embarcação, um símbolo da supremacia naval americana com mais de 60 aeronaves, aumenta o temor de intervenção militar. O presidente cubano, Díaz-Canel, alerta para possíveis consequências graves. O Nimitz, operando desde 1975, é um marco na história naval dos EUA. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O USS Nimitz (CVN-68), porta-aviões dos Estados Unidos que esteve no Rio de Janeiro recentemente, chegou ao Caribe nesta quarta-feira em meio ao aumento das tensões com Cuba, segundo anúncio feito pelos militares americanos. O anúncio ocorreu no mesmo dia em que o governo de Donald Trump divulgou a acusação formal contra o ex-presidente cubano Raúl Castro, aumentando os temores de uma possível intervenção militar na ilha comunista. Em publicação no X, o Comando Sul dos EUA afirmou que o USS Nimitz e as demais embarcações enviadas ao Caribe representam "o auge da prontidão e da presença", destacando o alcance estratégico e a capacidade de combate do grupo militar. O temor sobre uma escalada ganhou força após o precedente envolvendo o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, que havia sido acusado formalmente antes de uma operação militar dos EUA levá-lo ao território americano para julgamento. Na segunda-feira, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel afirmou que Cuba tem o "direito legítimo" de se defender de uma agressão militar e alertou para um "banho de sangue com consequências incalculáveis". Durante sua passagem pelo Rio de Janeiro, O GLOBO esteve a bordo da embarcação para mostrar os detalhes deste navio que transporta entre 60 e 90 aeronaves, entre caças, helicópteros e aviões de apoio. Veja no vídeo abaixo: Conheça o USS Nimitz, o porta-aviões de propulsão nuclear mais antigo em atividade Comissionado em 1975, o Nimitz é o mais antigo porta-aviões em operação no mundo e um dos principais símbolos da supremacia naval americana nas últimas décadas. Ao longo de sua trajetória, participou de operações centrais da política externa dos EUA, como a tentativa de resgate de reféns americanos no Irã em 1980, a escolta de petroleiros no Golfo Pérsico durante a guerra Irã-Iraque, a Guerra do Golfo, as campanhas no Afeganistão e no Iraque após o 11 de Setembro e missões contra o Estado Islâmico no Oriente Médio. Saga de porta-aviões dos EUA evidencia limites de supremacia naval americana Construído no estaleiro Newport News Shipbuilding, no estado americano da Virgínia, o Nimitz é o primeiro de sua classe — uma linha de superporta-aviões projetada para ampliar o alcance e a capacidade operacional da Marinha americana durante a Guerra Fria. Com deslocamento de cerca de 100 mil toneladas e mais de 330 metros de comprimento, o navio é equipado com dois reatores nucleares, que permitem operar por mais de duas décadas sem necessidade de reabastecimento. A embarcação pode atingir velocidades superiores a 30 nós, o equivalente a mais de 56 km/h, e transporta até 90 aeronaves, entre caças, helicópteros e aviões de apoio. A bordo, operam cerca de 3.500 tripulantes responsáveis pelo funcionamento do navio e outros 2.400 integrantes da ala aérea. Além do poder aéreo, o Nimitz conta com sistemas de defesa sofisticados, incluindo lançadores de mísseis antiaéreos, metralhadoras do tipo "Gatling", com múltiplos tambores giratórios, sistemas de interceptação de curto alcance e radares de última geração. Esses equipamentos permitem ao navio atuar em uma ampla gama de missões, como bloqueios marítimos, ataques com mísseis e apoio a operações em terra, mar e ar. O projeto da classe Nimitz trouxe avanços significativos em relação a modelos anteriores. Entre eles, maior capacidade de armazenamento de combustível e armamentos — cerca de 90% e 50% a mais, respectivamente, em comparação com navios da classe Forrestal — além de melhorias estruturais para aumentar a resistência a danos em combate. Conheça do porta-aviões americano USS Nimitz — Foto: Editoria de Arte