A fabricante de chips Nvidia registrou lucro de US$ 58,32 bilhões no seu primeiro trimestre fiscal de 2027, representando uma alta anual de 211%, frente ao lucro de US$ 18,77 bilhões reportado há um ano. O lucro por ação ajustado, métrica acompanhada de perto pelo mercado, ficou em US$ 1,87, equivalente a um crescimento de 140% na base de comparação anual. A receita no trimestre encerrado em 26 de abril atingiu o recorde de US$ 81,61 bilhões, avanço de 85% ante o mesmo período do ano passado. Analistas consultados pela FactSet esperavam que a Nvidia registrasse lucro ajustado de US$ 1,75 por ação, com vendas de US$ 78,91 bilhões em seu primeiro trimestre fiscal. “A construção de fábricas de IA — a maior expansão de infraestrutura da história humana — está se acelerando a uma velocidade extraordinária”, disse Jensen Huang, fundador e CEO da Nvidia, em comunicado que acompanhou o balanço. “A IA agêntica chegou, realizando trabalho produtivo, gerando valor real e escalando rapidamente em empresas e setores. A Nvidia está posicionada de forma única no centro dessa transformação como a única plataforma que opera em todas as nuvens, impulsiona todos os modelos de fronteira e de código aberto, e escala em todos os lugares onde a IA é produzida: de data centers em escala hiperescalar até a borda.” A receita do negócio de centros de dados da companhia também alcançou um patamar recorde de US$ 75,2 bilhões, uma expansão anual de 92%. Durante o ano fiscal de 2026, a Nvidia devolveu o nível recorde de aproximadamente US$ 20 bilhões aos acionistas na forma de recompra de ações e pagamento de dividendos em dinheiro. No final do primeiro trimestre fiscal, a empresa tinha US$ 38,5 bilhões em seu programa de recompra de ações autorizado. Na segunda-feira (18), o conselho de administração da Nvidia aprovou um acréscimo de US$ 80 bilhões à autorização de recompra de ações da companhia, sem data de expiração. A Nvidia ainda está aumentando seu dividendo trimestral em dinheiro de US$ 0,01 por ação para US$ 0,25 por ação ordinária, que será pago em 26 de junho de 2026 a todos os acionistas registrados em 4 de junho de 2026. Novo modelo de divulgação de balanço Ainda no comunicado, a companhia afirmou que está passando para um novo modelo de divulgação de resultados que reflete melhor seus atuais e futuros vetores de crescimento. A empresa passará a ter duas plataformas de mercado — Data Center e Edge Computing. Dentro de Data Center, a Nvidia reportará dois submercados, Hyperscale e ACIE, que incorpora AI Clouds, Industrial e Enterprise. Hyperscale incluirá receitas provenientes das nuvens públicas e das maiores empresas de internet voltadas ao consumidor no mundo, enquanto ACIE aborda a oportunidade de crescimento da Nvidia em data centers de IA projetados para finalidades específicas e fábricas de IA em diferentes setores e países. Edge Computing destaca dispositivos de processamento de dados para IA agêntica e física, incluindo PCs, consoles de jogos, estações de trabalho, estações-base AI-RAN, robótica e automotivo. As receitas de Edge Computing foram de US$ 6,4 bilhões no trimestre encerrado em abril, representando um avanço anual de 29%. Projeções Para o segundo trimestre fiscal, a gigante de tecnologia projeta receitas de US$ 91 bilhões e margem bruta de 74,9%. Analistas esperavam uma projeção de receita total de US$ 87,3 bilhões e margem bruta de 74,5%. Ações Por volta das 18h09 (horário de Brasília), as ações da Nvidia, cujo valor de mercado supera os US$ 5,41 trilhões, caíam 1,15% no pós-mercado da Nasdaq, para US$ 220,90. No pregão regular, os papéis fecharam em alta de 1,30%, cotados a US$ 223,47. — Foto: Dado Ruvic/Illustration/Reuters
Com receita recorde, lucro da Nvidia atinge US$ 58 bilhões no 1º trimestre fiscal
Valor representa alta de 211%, frente ao lucro de US$ 18,77 bilhões reportado há um ano












