Investigação sobre morte de Isak Andic, inicialmente tratada como acidente, foi reaberta após polícia apontar contradições em depoimentos e possível motivação financeira Isak Andic, fundador de Mango, tinha 71 anos — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/05/2026 - 15:40 Reaberta Investigação da Morte de Fundador da Mango; Filho é Suspeito A investigação sobre a morte de Isak Andic, fundador da Mango, foi reaberta após a polícia identificar contradições nos depoimentos de seu filho, Jonathan Andic. Jonathan, preso em Barcelona, visitou a trilha onde o pai morreu três vezes antes do incidente. A polícia suspeita de motivação financeira, dado o interesse de Jonathan na herança bilionária. A morte inicialmente tratada como acidente, agora é investigada como possível homicídio premeditado. Jonathan nega envolvimento e aguarda julgamento em liberdade após pagar fiança. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Jonathan Andic, filho mais velho de Isak Andic, fundador da rede de moda Mango, teria visitado o local da trilha três vezes antes da morte do pai, segundo o site britânico The Sun. A publicação afirma ainda que investigadores identificaram mensagens, inconsistências em depoimentos e movimentações consideradas suspeitas durante a apuração, além de afirmar que Jonathan teria “obsessão por dinheiro”. O filho foi preso em Barcelona sob suspeita de envolvimento na morte do pai, nesta terça-feira (19). Isak morreu enquanto fazia uma trilha nas montanhas de Montserrat, na Espanha, em 2024, junto com o filho. A principal linha de investigação da polícia catalã é a de que o empresário bilionário tenha sido empurrado de um penhasco de cerca de 150 metros em dezembro de 2024. O caso havia sido inicialmente tratado como acidente e arquivado em janeiro de 2025 por falta de provas. No entanto, a investigação foi reaberta meses depois, após a polícia detectar contradições no relato de Jonathan sobre a dinâmica da queda e o trajeto percorrido pela dupla durante a caminhada. De acordo com o jornal Financial Times, a juíza responsável pelo caso citou indícios de “envolvimento premeditado” e mencionou tensões familiares relacionadas à herança bilionária do fundador da marca de roupas. O filho teria demonstrado insatisfação ao descobrir que parte da fortuna poderia ser destinada a uma fundação filantrópica. A juiza destacou que Jonathan supostamente havia mapeado a trilha em três ocasiões diferentes antes do dia da morte de seu pai na montanha de Montserrat. O documento a que o The Sun teve acesso cita estudos policiais que mostraram pegadas no chão onde Isak, de 71 anos, caiu e morreu, que supostamente não eram compatíveis com um simples escorregão. A Mango foi fundada em 1984 em Barcelona pelo empresário Isak Andic e se expandiu pelo mundo — Foto: Divulgação via AFP A polícia local afirmou que “um movimento de fricção com a sola dos sapatos do falecido” foi realizado “pelo menos quatro vezes em ambas as direções, para frente e para trás” para criar o tipo de pegada registrada na montanha. Jonathan Andic nega qualquer participação na morte do pai. Após prestar depoimento, ele foi liberado mediante pagamento de fiança equivalente a cerca de 1 milhão de euros, mas segue formalmente investigado e proibido de deixar a Espanha. Isak Andic, nascido em Istambul, era uma das pessoas mais ricas da Espanha, com fortuna estimada pela Forbes em US$ 4,5 bilhões. O empresário abriu sua primeira loja em Barcelona em 1984. Desde então, a Mango se expandiu rapidamente por toda a Espanha e consolidou-se como um dos principais grupos de moda do mundo, com mais de 16,4 mil funcionários, segundo o site oficial da companhia.