Negociações com o maior sindicato da empresa fracassaram, elevando o risco de paralisação que pode afetar o fornecimento global de chips Samsung enfrenta impasse com sindicato e risco de greve na Coreia do Sul. — Foto: Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/05/2026 - 09:53 Greve na Samsung pode afetar fornecimento global de chips e PIB da Coreia do Sul As negociações entre a Samsung e seu maior sindicato na Coreia do Sul fracassaram, ameaçando uma greve que pode impactar o fornecimento global de chips. O governo sul-coreano considera intervir, temendo um efeito econômico negativo de até 0,5% no PIB. A Samsung alega que as exigências sindicais são insustentáveis, enquanto busca um acordo para evitar a greve iminente. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO As negociações entre a Samsung e o seu maior sindicato de trabalhadores na Coreia do Sul fracassaram, deixando a empresa na iminência de uma greve que pode afetar o fornecimento global de chips e está mobilizando o governo. O ministro do Trabalho, Kim Young-hoon, pediu negociações diretas entre os dois lados, num apelo de última hora para evitar que os trabalhadores "cruzem os braços" a partir desta quinta-feira. O Bank of Korea, banco central do país, projetou que a greve poderia levar a uma redução de até 0,5 ponto percentual no crescimento do PIB da Coreia do Sul este ano. E o governo já sinalizou que poderia recorrer a “poderes emergenciais”, para impedir a greve. Este tipo de mecanismo excepcional de arbitragem mediada pelo governo só foi usado quatro vezes no país desde 1969. A última vez foi em 2005, quando pilotos da Korean Air entraram em greve. As ações da Samsung chegaram a cair 4,4% nas negociações desta quarta-feira, mas acabaram fechando em alta de 0,18%. Segundo o líder sindical Choi Seung-ho, a diretoria da Samsung rejeitou uma proposta de mediadores do governo que já havia recebido o aceite do sindicato. A Samsung afirmou que as negociações fracassaram mesmo depois de a empresa aceitar a maior parte das exigências do sindicato, incluindo aquelas relacionadas a bônus, e culpou reivindicações “excessivas”. Segundo a companhia, o sindicato não recuou de sua posição de que a remuneração deve subir até mesmo para funcionários de divisões que operam no prejuízo, o que viola a política da empresa. Em comunicado, a Samsung afirmou: “Abandonar esse princípio não apenas impactaria nossa empresa, mas também teria um efeito negativo em outras companhias e indústrias.” O sindicato quer que a Samsung elimine o teto existente para bônus, destine 15% de seu lucro operacional para esse tipo de remuneração extra aos trabalhadores e formalize esses termos nos contratos de trabalho. A Samsung havia proposto destinar 10% do lucro operacional aos bônus, além de um pacote único de compensação especial que supera os padrões da indústria. Executivos da Samsung argumentaram que as exigências do sindicato seriam difíceis de sustentar no longo prazo. Os trabalhadores sul-coreanos de diferentes empresas estão exigindo uma participação maior nos bônus empresariais depois que a SK Hynix concordou, no ano passado, em destinar 10% do lucro operacional anual para um fundo de bônus por desempenho. Na quarta-feira, um sindicato da empresa sul-coreana de internet Kakao informou que alguns de seus membros concordaram em entrar em greve após o fracasso das negociações salariais. O colapso das negociações coloca a cadeia global de suprimentos de tecnologia em risco porque a Samsung é a maior fornecedora mundial de chips usados em dispositivos que vão de servidores de data centers a smartphones e veículos elétricos. A expansão global da infraestrutura de IA enriqueceu empresas sul-coreanas em uma escala nunca vista antes, colocando a Samsung no caminho para se tornar uma das empresas mais lucrativas do mundo neste ano. Sua divisão de semicondutores registrou um aumento de 48 vezes no lucro no trimestre encerrado em março. Diante da iminência de uma greve, a Samsung afirmou que continuará buscando uma solução por meio de negociações. — Embora as conversas mediadas tenham fracassado, ainda existe uma janela para um acordo — disse Kim Dae Jong, professor da Escola de Negócios da Sejong University, em Seul. — Mesmo que a greve comece amanhã, espero que o governo intervenha invocando leis trabalhistas de emergência para interromper a paralisação devido à gravidade da situação.
Ameaça de greve na Samsung mobiliza Coreia do Sul, e governo ameaça intervir
Negociações com o maior sindicato da empresa fracassaram, elevando o risco de paralisação que pode afetar o fornecimento global de chips












