Empresário Diogo Coutinho do Couto já foi intimado para depor no inquérito que investiga agressões e acusações de injúria por preconceito após confusão em restaurante no Jardim Botânico Ed Motta dá versão sobre confusão em restaurante no Rio: 'Fiquei bêbado e joguei uma cadeira no chão, mas nada em direção a ninguém' — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/05/2026 - 09:59 Polícia investiga Ed Motta por agressão e injúria em restaurante A Polícia Civil continua investigando o caso envolvendo Ed Motta após uma confusão em um restaurante no Jardim Botânico. Testemunhas estão sendo ouvidas, e a defesa do cantor deve apresentar novas provas. O empresário Diogo Coutinho do Couto já foi intimado. A investigação apura agressões físicas e acusações de injúria por preconceito, após relatos de ofensas xenofóbicas. Ed Motta nega as acusações, classificando-as como infundadas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Após quase três semanas da confusão envolvendo o cantor Ed Motta no restaurante Grado, a Polícia Civil segue ouvindo testemunhas e ainda aguarda que a defesa do artista apresente novas provas ao inquérito. O empresário Diogo Coutinho do Couto já foi intimado para depor como testemunha. Segundo a delegada Daniela Terra, da 15ª DP (Gávea), responsável pelas investigações, a polícia continua marcando oitivas de envolvidos no caso, mas os depoimentos vêm sendo ajustados conforme a disponibilidade das testemunhas e em acordo com os advogados, já que alguns dos intimados estão viajando. A delegada também afirmou que ainda aguarda o envio de novas provas prometidas pela defesa de Ed Motta. A investigação conduzida pela 15ª DP (Gávea) tenta esclarecer todos os desdobramentos da noite do último dia 2, quando uma discussão sobre a cobrança de taxa de rolha terminou em agressões físicas, acusações de xenofobia e um cliente ferido após ser atingido na cabeça por uma garrafa de vinho. Novas imagens obtidas pela polícia mostram o momento em que um homem apontado como integrante do grupo de Ed Motta lança uma garrafa de vidro contra outro cliente do restaurante. A vítima, de 28 anos, precisou levar sete pontos na cabeça após o ataque. De acordo com a Polícia Civil, o principal suspeito de ter arremessado a garrafa e desferido socos contra a vítima é o advogado Nicholas Guedes Coppi, amigo do grupo que estava na mesa com o cantor. Segundo as investigações, Ed Motta já havia deixado o restaurante quando a briga se agravou. O episódio começou após o grupo questionar a cobrança da taxa de rolha no restaurante do chef Nello Garaventa e de Lara Atamian, no Jardim Botânico. Conforme relatos prestados à polícia, o cantor se irritou, derrubou uma cadeira no salão e deixou o local. Minutos depois, a discussão entre integrantes das mesas evoluiu para agressões. Além da apuração sobre lesão corporal, Ed Motta também é investigado por injúria por preconceito após funcionários relatarem ofensas contra nordestinos. Em depoimento à polícia, o cantor negou ter feito comentários xenofóbicos e classificou as acusações como “injustas” e “infundadas”. O artista afirmou que é “neto de baiano” e “bisneto de cearense”, dizendo possuir “amplo respeito pelos nordestinos”. Ele também declarou repudiar qualquer tipo de preconceito. Funcionários do restaurante, no entanto, afirmaram à polícia que o cantor chamou um barman de “paraíba” durante a confusão. O dono do estabelecimento ainda entregou aos investigadores áudios atribuídos ao artista e relatou que episódios semelhantes já teriam acontecido anteriormente. Após ouvir todos os envolvidos, a expectativa da polícia é encaminhar o caso envolvendo a agressão física ao Juizado Especial Criminal (Jecrim), já que a lesão corporal é considerada um crime de menor potencial ofensivo. A investigação sobre injúria por preconceito, porém, segue em andamento.