A população carcerária da Rússia caiu quase pela metade em relação ao período antes da guerra com a Ucrânia. Para repor perdas no campo de batalha, o regime de Vladimir Putin tem recrutado presidiários em larga escala desde 2022.
"Se no final de 2021 tínhamos 465 mil detentos, agora são 282 mil, dos quais 85 mil estão em prisão preventiva", afirmou o diretor do o Serviço Federal Penitenciário russo, general Arkadi Gostev, à agência de notícias TASS na última quinta-feira (14).
Gostev argumentou que entre os principais fatores que incidiram na redução da população penal estariam o aumento de penas alternativas ou não relacionadas à privação de liberdade, como prisão domiciliar e a restrição de movimento.
Por outro lado, ele admitiu que "nos últimos tempos, o trabalho de recrutamento para as Forças Armadas exerce uma certa influência".
Além disso, indicou que grande parte da produção das prisões russas tem como destino o Exército e a campanha militar na Ucrânia. Anualmente, participam destes trabalhos cerca de 16 mil detentos, que fabricam bens no valor de aproximadamente 5,5 bilhões de rublos (cerca de R$ 380 milhões), segundo o Kremlin.












