Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) resistem ao envio ao Congresso do projeto de lei que regulamenta a implementação do chamado "Imposto do Pecado" a partir do ano que vem. O objetivo é evitar desgaste nas eleições presidenciais.

O tema entrou na guerra eleitoral porque a campanha do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e parlamentares da oposição já sinalizaram em declarações recentes que vão usar a reforma tributária como arma política para atacar Lula.

Com o nome de IS (Imposto Seletivo), o novo tributo foi criado pela emenda constitucional da reforma tributária para substituir o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e está previsto para entrar em vigor a partir de 1º de janeiro de 2027 com a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). O projeto de lei que deveria ser enviado pelo governo Lula definirá as alíquotas.

O imposto incidirá sobre quatro itens considerados prejudiciais à saúde (fumo, bebidas alcoólicas, bebidas açucaradas e apostas) e quatro que podem provocar danos ao meio ambiente (automóveis, embarcações, aeronaves e exploração de bens minerais –petróleo, minério de ferro, carvão mineral e gás natural).

Auxiliares do presidente admitem que o objetivo do adiamento é político: não colocar em discussão a alíquota de Imposto Seletivo em período eleitoral. Além da resistência da Secom (Secretaria de Comunicação), há pressão da ala política para que o governo não envie o projeto antes das eleições.