Alex Saab já esteve preso nos EUA em 2021, mas foi libertado após uma negociação de Maduro. Empresário foi demitido do governo venezuelano e preso após o ditador ser deposto. Alex Saab foi preso em 2021 por acusações de lavagem de dinheiro e corrupção. A Venezuela negociou a libertação dele em 2023 e o nomeou ministro da Indústria um ano depois. Delcy Rodríguez, que assumiu a presidência interina após a derrubada de Maduro em uma operação americana em janeiro, o destituiu de todas as funções em fevereiro. A transferência de uma pessoa para outro país que a acusa de um delito configura extradição, medida proibida pela Constituição venezuelana. A autoridade migratória, porém, afirma que o caso se trata de uma "deportação". Alex Saab ao lado de Nicolás Maduro em janeiro de 2024 — Foto: Federico Parra/AFP A Venezuela deportou para os Estados Unidos o empresário colombiano Alex Saab, acusado de ser testa de ferro do ditador deposto Nicolás Maduro. As informações foram dadas pelo serviço de migração venezuelano em comunicado publicado neste sábado (16). "A medida de deportação foi adotada levando em consideração que o referido cidadão colombiano se encontra incurso na prática de diversos delitos nos Estados Unidos da América, tal como é público, notório e comunicacional", detalha o texto divulgado neste sábado. A transferência de uma pessoa para outro país que a acusa de um delito configura extradição, medida proibida pela Constituição venezuelana. A autoridade migratória, porém, afirma que o caso se trata de uma "deportação". Saab se vinculou ao governo venezuelano nos últimos anos da gestão de Hugo Chávez (1999?2013), aproximou a indústria petrolífera local do Irã e chegou a administrar uma gigantesca rede de importações para o governo de Maduro. Ele foi responsável pelo transporte de alimentos do programa governamental conhecido como CLAP, manchado por denúncias de corrupção. Foi detido em 2020 em Cabo Verde e extraditado para os Estados Unidos em outubro de 2021. A Justiça americana o acusava de lavar recursos obtidos ilegalmente na Venezuela por meio dos Estados Unidos. Até então, a Venezuela classificava o caso como "sequestro" enquanto o defendia como um "herói" que alimentou o país em meio às sanções internacionais. VÍDEOS: mais assistidos do g1 Estados Unidos Venezuela