Houve quem chegasse ainda de manhã à sala de visitas da cidade para agarrar os melhores lugares. A abertura das hostilidades ainda estava distante (o programa oficial para os Aliados e Ribeira arrancou apenas pelas 18h), mas o clima de festa já vinha de longe. Da Madeira, de Santarém, de Oliveira de Azeméis, ponto de partida de alguns adeptos. E vinha também da antepenúltima jornada, quando o título do FC Porto passou de uma probabilidade (elevada) a uma certeza (imutável). Nesse dia, houve celebrações, claro. Mas a verdadeira festa, com direito a sentir o centro do Porto, ficou guardada para este sábado, dia de puxar a cortina sobre a Liga 2025-26.O programa oficial arrancou na Praça do Dragão, rampa de lançamento para o FC Porto-Santa Clara que reuniu um pouco mais de 50 mil adeptos no estádio. No relvado, cumpriu-se a formalidade de vencer um jogo que já pouco contava para o Totobola, até porque o prato forte não eram necessariamente os golos ou as defesas aparatosas. Era a festa que se lhes iria seguir, com direito a fotografias, declarações, convívio q.b. e entrega do troféu.As bancadas repletas levantaram-se para aplaudirem os protagonistas, com especial entusiasmo quando se tratou de Diogo Costa e Froholdt, médio dinamarquês que encerrou a época de estreia em Portugal com o galardão de melhor jogador do campeonato, atribuído pela Liga Portugal. Nada mau para um jovem de 20 anos que nunca tinha saído da Escandinávia.“Não esperava chegar tão longe, mas estou orgulhoso do trabalho que fiz todos os dias, no campo, com os meus companheiros de equipa. Estou feliz por ter conquistado o título com o FC Porto”, atalhou, antes de deixar claro que a ideia é prosseguir. “Adorava continuar, tenho um contrato longo e quero disputar um grande torneio como é a Liga dos Campeões com o FC Porto.”