A Human Rights Foundation (HRF), organização sem fins lucrativos de defesa dos direitos humanos, pediu, na sexta-feira, a libertação imediata de Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC e figura central da oposição guineense, o levantamento das restrições que lhe foram impostas e o fim do assédio político e da repressão contra ele.O antigo primeiro-ministro e presidente do Parlamento da Guiné Bissau está actualmente impedido de sair da sua casa, permanentemente guardada por 30 homens armados, e não pode contactar pessoas no exterior, incluindo jornalistas. O colectivo de advogados que o representa também denunciou uma tentativa de restrição de contacto com os próprios advogados e com o seu médico pessoal, o irmão Camilo Simões Pereira.Antes disso, passou 66 dias preso na segunda esquadra de Bissau, detido assim que a junta militar tomou o poder na Guiné-Bissau, a 26 de Novembro de 2025. Pereira, que a HRF descreve como um “refém político”, esteve sem contacto com a família ou advogados, sem acesso a cuidados médicos, e em condições descritas como “desumanas” por uma comitiva da CEDEAO que o visitou. Foi libertado no fim de Janeiro.Durante todo esse tempo, esteve sem culpa formada. Não há “qualquer acusação formal”, nota a HRF em comunicado, que justifique medidas de segurança tão extremas: em Fevereiro, foi convocado pelo Tribunal Militar Superior — apesar de ser civil, deputado e presidente do Parlamento destituído — para ser ouvido como declarante (e não como suspeito, frisa a sua equipa de defesa) num processo que analistas e advogados consideram que é “politicamente motivado”.
Guiné-Bissau: HRF pede a libertação imediata do “refém político” Domingos Simões Pereira
O líder do PAIGC e figura central da oposição está impedido de sair de sua casa e conctactar com jornalistas mesmo sem “qualquer acusação formal”, nota a organização de defesa dos direitos humanos.







