Depois de uma vitória frente ao Real Madrid em Camp Nou, Lamine Yamal, jogador do FC Barcelona, ergueu a bandeira da Palestina durante o desfile de festejos do título da La Liga, a 12 de Maio, que reuniu 700 mil pessoas nas ruas da capital catalã. Vários artistas palestinianos reuniram-se para eternizar o momento num mural na cidade de Gaza, avança a Reuters.Nos escombros do campo de refugiados de Shati surge agora uma pintura do jogador de 18 anos que terá pedido a bandeira a um dos adeptos que acompanhava o autocarro nas celebrações. Yamal também publicou uma fotografia do momento nas redes sociais.A situação tem desencadeado reacções diversas, inclusive de altas figuras políticas, como foi o caso do ministro da Defesa israelita. Através de uma publicação no X, acusou o jogador dos “blaugrana” de “incitar contra Israel e fomentar o ódio contra os nossos soldados que estão a combater contra a organização terrorista Hamas, uma organização que massacrou, violou, queimou e assassinou crianças, mulheres e idosos judeus a 7 de Outubro”.
A pintura foi feita a 13 de Maio de 2026
REUTERS/Ebrahim Hajjaj
“Quem apoia este tipo de mensagem devia perguntar a si mesmo: consideram isto humanitário? É moral? Não ficarei em silêncio perante o incitamento contra Israel e contra os judeus”, continua Israel Katz, que insta “um grande e respeitado clube como o FC Barcelona a distanciar-se disto e mostrar de forma clara e inequívoca que não há lugar para o ódio apoio ao terrorismo”.Por outro lado, o presidente do Governo espanhol escreveu no X em defesa de Yamal: “Aqueles que consideram que agitar a bandeira de um Estado é incitar ao ódio perderam o juízo ou estão cegos com a sua ignomínia”. Pedro Sánchez acrescentou que Lamine se limitou a expressar “a solidariedade para com a Palestina que milhões de espanhóis sentem". "Outra razão para estarmos orgulhosos dele”, escreveu.










