Um comandante de uma milícia iraquiana foi acusado de planejar ataques a locais judaicos nos Estados Unidos, incluindo uma sinagoga em Nova York, e de realizar ataques na Europa como parte de uma campanha ampla de retaliação do Irã desde que a guerra começou em fevereiro.
Uma denúncia criminal tornada pública nesta sexta-feira (15) acusa o comandante, Mohammad Baqer Saad Dawood al-Saadi, de planejar pelo menos 20 ataques na Europa e no Canadá desde o final de fevereiro. Saadi foi detido na Turquia recentemente e entregue às autoridades americanas, disse seu advogado em um tribunal federal na cidade de Nova York na sexta-feira.
Saadi, de acordo com a denúncia, é comandante do Kataib Hezbollah, uma milícia iraquiana que atua como representante da Guarda Revolucionária iraniana e tem ajudado Teerã a projetar poder pela região, inclusive por meio de ataques a forças americanas e alvos diplomáticos.
Desde sua criação, a milícia tem sido estreitamente ligada à Força Quds do Irã —o braço internacional da poderosa Guarda Revolucionária. Expulsar as forças americanas do Iraque tornou-se um foco principal da organização; os repetidos ataques do Kataib Hezbollah a postos do Exército dos EUA no Iraque e na Síria ao longo dos anos contribuíram para a decisão de Washington, em 2009, de designá-lo como organização terrorista estrangeira.










