Uma explosão causou um incêndio em uma unidade de processamento de gás no Lago Maracaibo, na Venezuela, nesta sexta-feira (15), confirmou a estatal petrolífera PDVSA, deixando seis trabalhadores feridos. Incêndios e quedas de energia são frequentes nas envelhecidas instalações de petróleo e gás da Venezuela, especialmente na região ocidental, já que a longa falta de investimento estrangeiro e as sanções dos Estados Unidos têm dificultado a manutenção. A PDVSA informou em nota que ativou os protocolos de emergência e evacuou os funcionários da unidade após a explosão ocorrida pela manhã. A empresa confirmou que equipes de resgate prestaram socorro a seis trabalhadores feridos. Relatos iniciais e vídeos vistos pela Reuters mostraram que dois trabalhadores tiveram que pular na água após sofrerem queimaduras graves. Eles foram levados para um hospital próximo na cidade ocidental de Maracaibo, enquanto outros quatro foram reportados com ferimentos menos graves. A PDVSA declarou que destinou pessoal e recursos especializados para extinguir o incêndio e que um comitê técnico investigará a causa. A empresa acrescentou que o evento não afetou a continuidade das operações de petróleo e gás no ocidente da Venezuela. O incêndio começou durante uma manobra de despressurização de gás na planta de compressão de Lamargas, no Lago Maracaibo, de acordo com relatórios internos da PDVSA sobre o incidente, obtidos pela Reuters. A instalação de gás faz parte do projeto Lago Cinco, operado pela China Concord Resources Corp sob um contrato prorrogado pela PDVSA para produzir óleo bruto nas águas rasas do lago. A unidade sofreu danos, informou um dos relatórios, sem dar maiores detalhes. Os Estados Unidos capturaram o presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, em janeiro, e Washington vem incentivando o investimento estrangeiro para a indústria de energia da Venezuela como parte de um ambicioso plano de reconstrução de US$ 100 bilhões. No entanto, os acidentes frequentes e a profunda deterioração das instalações da PDVSA, que vão de usinas de energia a campos de petróleo e refinarias, seguem gerando dúvidas sobre o que é realmente realizável, alertam analistas e potenciais investidores.