Mercado imobiliário de luxo dispara em São Paulo e movimenta mais de R$ 28 bilhões em 2025Apartamentos de até R$ 60 milhões impulsionam crescimento do segmento, que ainda representa fatia pequena do mercado paulistano. Crédito: EstadãoGerando resumoNOVA YORK — Após quase 30 anos sob a tutela da gigante francesa do luxo LVMH, a marca Marc Jacobs passará, no final do ano, para as mãos da empresa de investimentos WHP Global e da holding G-III, em uma transação estimada em US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5 bilhões). A LVMH, dirigida por Bernard Arnault, e a WHP Global, proprietária de marcas como Rag & Bone, G-Star ou Vera Wang, anunciaram em um comunicado conjunto na noite de quinta-feira, 14, um acordo para a cessão da Marc Jacobs. O valor não foi especificado. A WHP Global também se associou à holding G-III, proprietária da DKNY, Donna Karan, Karl Lagerfeld, Sonia Rykiel e Vilebrequin, o que avalia esses ativos em aproximadamente US$ 1 bilhão. A marca Marc Jacobs manterá seu estilista americano de 63 anos como diretor criativo após a conclusão da transação, provavelmente no final do ano, uma vez obtidas as autorizações necessárias. Desfile da Marc Jacobs Foto: Reprodução via Facebook Marc Jacobs“Sempre serei grato a Bernard Arnault por seu apoio, sua convicção e sua confiança em mim durante os últimos 30 anos”, reagiu Marc Jacobs, que fundou sua marca em 1984, citado no comunicado. Antes de se dedicar exclusivamente à sua marca, o estilista norte-americano foi, durante 16 anos, de 1997 a 2013, diretor artístico da Louis Vuitton, marca emblemática da LVMH. Leia tambémO futuro do luxo não é um produto, analisa filósofo francês Gilles LipovetskyBernard Arnault, dono de fortuna de R$ 830 bilhões, crítica taxação de milionários na FrançaHermès desbanca LVMH e se torna o grupo de luxo mais valioso do mundoUma ‘visão única’PUBLICIDADEBernard Arnault prestou homenagem à “criatividade e à visão única” do estilista norte-americano, cujo “impacto no mundo da moda é inegável”. A marca Marc Jacobs passou por um período de sucesso no início dos anos 2000, mas depois entrou em declínio. Segundo vários meios de comunicação, ela voltou a ter lucros. A LVMH a comprou em 1997. A WHP Global informa que seu faturamento ultrapassará os US$ 9,5 bilhões com a nova adição ao seu portfólio. O grupo formará com a G-III uma joint venture em partes iguais, que deterá a propriedade intelectual da Marc Jacobs, indicou o G-III Apparel Group em outro comunicado. A empresa informa que seu investimento gira em torno de US$ 500 milhões, financiados em dinheiro e por meio de um empréstimo. De acordo com o comunicado da LVMH e da WHP Global, o acordo também prevê que a G-III “adquira e administre certas partes da atividade”, como as vendas diretas e no atacado. “Essa transação reforça nosso compromisso de longo prazo de construir um portfólio diversificado de marcas emblemáticas”, afirma Morris Goldfarb, diretor da G-III, citado no comunicado de sua empresa. Nas negociações eletrônicas após o fechamento da Bolsa de Nova York, as ações da G-III recuavam 0,10%. Líder mundial do setor de luxo (Louis Vuitton, Dior, Céline, Moët Hennessy), a LVMH divulgou para 2025 um lucro líquido em queda de 13% (para € 10,9 bilhões) para vendas com queda de 5%. A gigante francesa se desfez, em setembro de 2024, da Off-White, marca fundada em 2012 pelo ex-diretor artístico das coleções masculinas da Louis Vuitton, Virgil Abloh, falecido em 2021. Em janeiro de 2025, a estilista britânica Stella McCartney comprou a participação minoritária (49%) que a LVMH detinha em sua empresa. Um ano depois, em janeiro de 2026, vendeu suas atividades de lojas duty-free (DFS) na China para a CTG Duty-Free, importante operadora de vendas em locais de transporte, com sede em Pequim./AFPPublicidade
Gigante francesa do luxo LVMH vende grife Marc Jacobs em negócio estimado em R$ 5 bilhões
Marca passará no final do ano para as mãos da empresa de investimentos WHP Global e da holding G-III, dos Estados Unidos










