Mais de 560 funcionários do Google assinaram uma carta aberta ao CEO Sundar Pichai pedindo que ele não permita que o governo dos Estados Unidos use sua tecnologia de IA (inteligência artificial) em operações militares sigilosas.
"Queremos ver a IA beneficiar a humanidade, não sendo usada de formas desumanas ou extremamente prejudiciais", dizia a carta, que foi enviada a Pichai nesta segunda-feira (27). "Isso inclui armas autônomas letais e vigilância em massa, mas vai além."
"A única forma de garantir que o Google não seja associado a tais danos é rejeitar qualquer carga de trabalho sigilosa", continuava. "Caso contrário, tais usos podem ocorrer sem nosso conhecimento ou poder de impedi-los."
As grandes empresas de tecnologia estão sob pressão para se posicionarem sobre o uso militar e de inteligência de seus produtos de IA após o embate entre o Pentágono e a startup de IA Anthropic.
O CEO da Anthropic, Dario Amodei, recusou-se a dar ao governo acesso irrestrito aos seus modelos. Ele insistiu em salvaguardas para impedir que recursos fossem usados em armas autônomas letais e vigilância doméstica em massa.









