Quatro ex-presidentes do INEM manifestaram esta sexta-feira, numa carta publicada no jornal Expresso, "preocupações técnicas e operacionais" com as mudanças anunciadas para o instituto, alertando que contribuem para a "fragmentação" do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM).Na carta, os ex-presidentes Sérgio Janeiro, Luís Meira, Regina Pimentel e Miguel Soares de Oliveira e o ex-presidente do Colégio da Competência de Emergência Médica, que chegou a ser convidado a assumir a presidência do instituto, Vítor Almeida, manifestam preocupação por algumas medidas incluídas na nova Lei Orgânica do INEM, aprovada na semana passada em Conselho de Ministros.Como exemplo, referem o regresso das Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER) aos transportes inter-hospitalares, a concentração do nível básico de socorro nos bombeiros e Cruz Vermelha Portuguesa e a passagem das Ambulâncias de Emergência Médica (AEM), próprias do INEM, tripuladas por técnicos de emergência pré-hospitalar para as Unidades Locais de Saúde e o seu enfoque na transferência de doentes.Apontam também a passagem das Ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV) a veículos ligeiros de passageiros e a "transformação do INEM em instituto público de regime especial".Na carta, dizem que algumas alterações se traduzem "numa fragmentação do SIEM" - com transferência de meios, competências e responsabilidades operacionais para as ULS - e que isso "poderá comprometer a capacidade de coordenação nacional e de resposta integrada em situações de catástrofe".