O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse neste sábado (9) que seus soldados na Ucrânia enfrentam uma "força agressiva" apoiada pela Otan, a aliança militar ocidental liderada pelos Estados Unidos, e afirmou que seus objetivos na guerra são justos. As declarações ocorreram no chamado Dia da Vitória, um dos feriados mais importantes do país e que celebra o triunfo russo sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Putin transformou a data em um símbolo de seus 25 anos no poder, e autoridades costumam organizar um desfile de tropas com pompa e grandiosidade. Neste ano, porém, uma série de ataques ucranianos de longo alcance, nas últimas semanas, fez o Kremlin reforçar as medidas de segurança e reduzir parte das celebrações.

Em discurso, Putin voltou a dizer que a Ucrânia é apoiada pela Otan para exaltar os soldados de seu país. "Eles [militares russos] estão enfrentando uma força agressiva armada e apoiada por todo o bloco da Otan. E, apesar disso, nossos heróis avançam", afirmou. "Acredito firmemente que nossa causa é justa."

O Desfile da Vitória foi reduzido de forma significativa em relação aos anos anteriores. Pela primeira vez em quase duas décadas, não houve exibição de equipamentos militares, e apenas um número restrito de representantes estrangeiros participou da cerimônia —a maioria deles líderes aliados próximos de Putin.