O governo de Taiwan voltou a enfrentar dificuldades para ampliar os gastos militares diante da resistência do Parlamento controlado pela oposição, em um momento de aumento da pressão da China sobre a ilha. O impasse levou os Estados Unidos a criticarem os atrasos na aprovação de recursos para defesa, classificando-os de "concessão feita a Pequim".

O presidente taiwanês, Lai Ching-te, havia solicitado um aumento de US$ 40 bilhões nos gastos militares com o objetivo de reforçar a capacidade de dissuasão da ilha contra a China, que reivindica Taiwan como parte de seu território e intensificou a pressão militar nos últimos anos.

Para Pequim, a China continental e Taiwan são duas partes de uma só China.

Após sucessivos atrasos promovidos pelos partidos de oposição, que possuem maioria no Legislativo, o Parlamento aprovou na sexta-feira (8) apenas dois terços do valor solicitado. Os recursos liberados serão destinados exclusivamente à compra de armamentos americanos, deixando de fora projetos desenvolvidos internamente, como drones e sistemas de mísseis.

A oposição afirmou apoiar o fortalecimento da defesa, mas disse que não aprovaria "cheques em branco". Segundo os parlamentares oposicionistas, algumas propostas apresentadas pelo governo eram vagas e poderiam abrir espaço para corrupção.