A instalação do julgamento do ex-presidente da Bolívia Evo Morales por suposto tráfico de uma menor de idade foi suspenso nesta segunda-feira (11) devido a sua ausência, e um tribunal renovou o mandado de prisão contra ele, de acordo com o Ministério Público do país.

A Procuradoria acusa Evo de manter um relacionamento com uma adolescente de 15 anos, com quem teria tido uma filha. Segundo o Ministério Público, os pais da suposta vítima teriam consentido com relação aos fatos em troca de benefícios —eles também são acusados no caso.

Evo está atualmente na região cocaleira do Chapare, seu reduto político, resguardado por milhares de camponeses apoiadores que montam guarda para evitar uma incursão policial que o detenha.

"O julgamento fica suspenso" até que Evo e a mãe da vítima, que também é acusada, compareçam ou sejam levados à força pela polícia, afirmou nesta segunda-feira, em entrevista coletiva, Luis Gutiérrez, promotor responsável pelo caso.

Em janeiro de 2025, depois que Evo não se apresentou a uma convocação quando ainda era investigado, um juiz o declarou acusado à "revelia". Esta condição pode impedir que um processo comece até que o acusado compareça à Justiça.