Representantes de Israel e do Líbano realizaram nesta quinta-feira (14), em Washington, mais uma rodada de negociações mediadas pelos Estados Unidos para tentar conter a escalada do conflito entre Tel Aviv e o grupo extremista Hezbollah, apoiado pelo Irã. Segundo um funcionário do Departamento de Estado americano, as conversas foram "produtivas e positivas" e devem continuar nesta sexta-feira (15).

Um alto funcionário libanês afirmou que a delegação de Beirute exige que Israel interrompa os ataques, segundo a agência de notícias Reuters. Já um porta-voz do governo israelense disse que as conversas têm como objetivo o desarmamento do Hezbollah e a busca de um acordo de paz.

As negociações começaram por volta das 9h em Washington e se estenderam por cerca de oito horas. Esta é a terceira reunião entre os dois lados desde que Israel intensificou os bombardeios no Líbano após ataques do Hezbollah contra território israelense em março, durante a guerra entre EUA, Israel e Irã.

Apesar da oposição do Hezbollah, o presidente libanês, Joseph Aoun, decidiu manter a participação do país nas negociações. A iniciativa evidencia as divisões internas no Líbano sobre o papel do grupo armado, criado em 1982 com apoio da Guarda Revolucionária do Irã.